html PUBLIC "-//W3C//DTD XHTML 1.0 Strict//EN" "http://www.w3.org/TR/xhtml1/DTD/xhtml1-strict.dtd"> O Sexto Centímetro

sábado, março 25, 2006

CINISMO: O lagardo debaixo da pedra.



O cínismo é só mais uma de tantas outras lamentáveis peculiaridades do seguro e frontal sexo masculino, no decorrer da sua pseudo-vida em germe ou em declínio. Como se manifesta? Não que tenhamos que puxar alguma alavanca para aceder a esse mundo mágico do faz-de-conta e das palmadinhas nas costas, mas por norma ele – o cinismo – vem à tona quando surge um imprevisto para o qual, por mais malabarismos que façam, não conseguem decifrar ou resolver, levando isso a que os seus pequeníssimos e inactivos cérebros queimem e se transformem em torresmos. Em última análise a verdade acaba por transparecer ao fim de algum tempo uma vez que uma das suas inúmeras falhas é a falta de constância, valores, determinação e inaptidão para representar.
Devido a grotescas limitações intelectuais, equivocadas por julgarem a sua conduta irrepreensível, as criaturas seguem caminho, cagando setenças alegremente e a trote, em campo minado. Hoje dóceis, meigos, rendidos e amanhã, quando julgam – gostava de realçar o julgarem porque apesar de pensarem muito acertam pouco – ter a faca e queijo na mão revelam-se.
O mundo onde se movem assemelha-se a uma bola vivente e viscosa, dando o mote à actividade destrutiva destas bactérias, que ainda não encontraram fronteiras. Conhecessem eles nobreza de espirito e decência e há muito teriam deixado de pensar ao compasso do metrónomo da estupidez. Para eles tudo na vida é um negócio e os escrupulos atrasam a ascenção na carreira.
A mulher é, sempre foi e será, muito mais fiável que um homem. Criticam e fazem pouco de nós por agirmos em conformidade com o nosso coração mas a verdade é que os nossos pensamentos e atitudes não têm que coincidir com os de um babuíno. Quando nos negamos a encarneirar ou levantamos questões apelidam-nos de cinicas. Talvez aquilo a que chamam cinismo se resuma à sua própria incapacidade empática.


XX

CINISMO: Imagem de marca.



Eis uma palavra que deveria constar em qualquer dicionário como “s. m. Característica pertencente à estrutura psicológica do sexo feminino”. Sem que encontre explicação lógica para o facto, parece que ao longo dos séculos as mulheres se convenceram que para alcançar algo têm que ser cínicas. Pior, julgam que isso lhes confere algum encanto. E é vê-las a abanicarem-se enquanto fomentam boatos, até mesmo acerca da melhor amiga. Vale tudo para lhes engordar a vaidade ou retocar o ego.
Mas com isso podemos nós, – os homens podem com TUDO e ainda está para nascer a “gaja” que nos faça sombra – acontece que não raras vezes o seu alvo predilecto é aquele acima de tudo mais invejam e admiram contraditóriamente: o sexo masculino. Sofremos amiudadamente descargas dissimuladas dos seus maus feitios e somos obrigados a enfrentar critos, vitupérios e blasfémias. Quem já pisou os calos a uma destas mulas sabe bem ao que me refiro. Morder a “mão” que lhes deu de “comer” é a sua especialidade e sinónimo da sua subversão inata é dizerem o que não pensam e pensarem o que não dizem, ou, quando o fazem, ser “descuidadamente” à pessoa errada. Depois tentam socorrer-se de ambiguidades acaso involuntárias, acaso inconscientes, mas, por isso mesmo, potencialmente mais perigosas. Tão inocentes e sensiveis que elas são!
Uma simples chamada de atenção é insultuosa e é abusivo pretender aferir causalidade às suas sempre bem intencionadas acções. Negam sempre tudo com aquele seu habitual e impassível semblante Channel.


XY

quarta-feira, agosto 17, 2005

CAMPEÕES: Ergam lá a taça...



Todos eles - os homens - se acham os maiores. É verdade, há quem tenha dificuldade em ajustar-se à realidade dos factos, no fundo não passam de espíritos débeis e confusos que usam as palavras e acções, às vezes fragilmente, para justificar a sua omnipresente inabilidade. Julgam-se superiores a tudo e a todos e, posto isto, só nos resta a nós, mulheres, rir da sua estulta presunção.
Afinal, campeões de quê?!!! Permitam-me que manifeste a minha estupefacção mas, efectivamente, não me ocorre nada em que os homens sejam melhores que nós. Mesmo assim, ei-los com as suas escopetas horrososas a disparar em todas as direcções, normalmente bem longe do alvo. Há um aspecto que não abjuro, há entre nós – ditosamente – diferenças fisiológicas evidentes. Por mais que tentemos não seremos tão velozes, fortes e patetas quanto eles. E nem necessitamos de o ser, basta controlar os fantoches. Puxar os cordelinhos às marionetas para que corram e façam os trabalhinhos pesados por nós.
Campeões só se for na indecência, obscenidade e inconveniência. Ergam lá a taça! Os pobres animais, desconhecedores da existência do gás canalizado, continuam convencidos que não conseguimos viver sem eles e insistem em ser falsos, mentirosos e traidores, com uma lacinante potência ciclónica. Mentem até nas coisas mais insignificantes, porque lhes está no código genético e não há caudal profundo para onde não se precipite a sua repugnante promiscuidade. É um fenómeno deveras interessante. Todos se dizem diferentes enquanto nos logram e se demonstram mais iguais que o seus pares. É um braço de ferro constante entre uma vontade que resulta de um simples desejo e uma outra resultado de uma decisão longamente amadurecida. Obviamente - e sendo que os seus cérebros são em tudo semelhantes a um amendoim - vence a primeira. Consequências nas cabecitas deles não há, pois “cornos" são coisas que não existem, coisas que nos metem na cabeça para os denegrir, numa atitude deploravelmente revanchista.
O ideal era deixarem de tentar ganhar tudo e a todos e começarem a coordenar, canalizar e intensificar os seus esforços para projectos em comum. Há coisas em que não é suposto haverem vencedores e perdedores. A Vida, A Humanidade, o Amor, é um projecto de equipa.

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terça-feira, julho 20, 2004

Campeões: Heróis do Mar, nobre povo…


Quem um dia disse “o homem sonha e a obra nasce” não podia estar mais certo, no entanto faltou-lhe arrematar com um não menos correcto “a mulher abre a boca e a paciência esgota-se”. As mona snão têm a fibra e disciplina necessárias para almejar grandes conquistas, hesitam demais e a história não é feita de ”ses”, por isso mesmo dedicam o seu tempo a tentar que desistamos também de grandes feitos. Nós acarretamos uma transcendência que nos impele a perseguir objectivos que envolvem esforços e sacrificios por vezes sobrehumanos. Homens erguem impérios e pirâmides, conquistam territórios e taças, galvanizam povos e projectos, tudo isto enquanto as mulheres se limitam a aplaudir orgulhosamente as nossas glórias durante os intervalos das telenovelas.
O que faz um campeão? A pessoa mais habilitada para responder a esta questão seria o treinador José Mourinho, uma vez que falar de campeões e não citar este senhor é o mesmo que falar da relatividade e deixar o Einstein de fora, contudo vou tentar. Um campeão tem mentalidade forte e espirito elevado aleada a uma ímpar voracidade de se superar a si e aos demais. Busca o reconhecimento pelo seu trabalho e presta a cada instante provas das suas capacidades. Não quer dar o seu melhor mas sim SER o melhor. Ser diferente. Ser único. Um gladiador que sacia a sua sede pelo aplauso mundano em plena arena, enquanto desafia os leões. Um campeão não assume compromissos coxos nem desvia as suas atenções de forma a colocar em causa os seus intentos. Não se contente com a sina, constrói-a. Não é um sonhador, é um empreendedor. Mão é arrogante, é realista. Em última análise, ser admirável é mais uma forma subtil de ser votado ao isolamento e um campeão não depende dos outros pois em si é UM. Uma alma corajosa, ambiciosa e dedicada a um projecto superior a qualquer vontade.
As mulheres são uns bichos cheios de amokes, manias e pancadas, por sinal todas elas bem insignificantes e incontroláveis. Inexplicáveis. Por vezes até intoleráveis. E campeãs, minhas lindas, só se for de cusquice.

XY

domingo, junho 13, 2004

Gerações: Quem sai aos seus (não) degenera...


Ora aqui temos um tema de excelência que servirá para comprovar, uma vez mais, a teoria de que no início (tal como nos relatam as escrituras sagradas) não era o verbo, mas sim a besta! A besta de outrora permanece intacta, qual pedra virgem a desbravar por uma qualquer escultora aventureira que se preste, em vão, a talhar um ser com pés e cabeça!
Não contentes com o facto de serem incapazes de diversificar o seu parco núcleo de amizades, devido a um handicap natural para estabelecerem simples relações de amizade, ainda que superficial, connosco, as bestas juntam-se a outras bestas e procuram, em bando, deitar por terra a prova confirmada da sua ignorância! Como se isso não bastasse, os bacôcos acéfalos ainda ousam multiplicar-se, quais cloninhos eternamente inacabados, como o único intuito de nos levarem à loucura!
São, no fundo, as bestonas que incentivam as bestinhas a cometerem as mesmas atrocidades dos seus antepassados, reproduzindo, quase que matematicamente, todos os gestos, atitudes e comportamentos já praticados no passado e que, para estas aves raras, são consideradas grandes glórias animalescas típicas destes bichos alucinados.
A única informação genética que estes pequenitos amendoins conseguem herdar prende-se única e exclusivamente com aqueles centros de interesse limitados a que já estamos conformadamente habituadas: inúteis e sempre fracassadas investidas sexuais, copular com o máximo de fêmeas possível na esperança de espalharem a epidemia acéfala por todo o planeta, como se tratasse de uma qualquer missão impossível de aniquilação da nossa dignidade e meio de sobrevivência, arrastando-nos para o lamaçal do vazio dos seus cérebros.
Onde será que anda a Fada Sininho nestas altura, que não os atinge em cheio com um dardo carregadinho de tranquilizantes para que nós possamos, ainda que momentaneamente, sonhar com a ideia de que, no futuro, eles conseguirão evoluir e melhorar.

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GERAÇÕES: Quem sai aos seus...


Comum a todas as gerações, por mais anos que os separem, é uma vontade elevada ao exponente infinito de mudar para melhor, aliada a uma rebeldia que só se permite em determinada idade. A história repete-se incessanemente e os jovens ávidos de tudo, quando confrontados com as injustiças a que os mais velhos já se conformaram, não hesitam em confrontar os que julgam responsáveis. Sentem tudo demasiado presente de tão sem futuro. É chegada a altura do mas... acontece que rapazes e raparigas têm diferentes preocupações e abordagens. As donzelas ambientadas aos mercados e saldos optam amiudadas vezes por histerias colectivas fruto da rendição do pensamento individual e num àpice transformam um ideal numa peixeirada. Os rapazes têm outra classe. As gajas berram, nós gritamos. Elas perdem o controlo e nós instalamos o caos. O mundo divide-se entre "o"s que conduzem e "a"s que se deixam conduzir. Deixam porque face às suas lacunas e limitações não lhes resta outra opção. Compete ao homem gerir o lar e olhar pela família, fazendo tudo para que os seus tenham um futuro melhor. A mulher tem que fazer o jantar e estar caladinha. Que pode perceber de relações humanas e politica alguém que dedicou anos a fio da sua vida à casinha da barbie e às cozinhas de plástico? E mesmo assim muitas nem o preço do peixe na praça sabem regatear! Têm vergonha de puxar a brasa à sua sardinha. As mulheres lidam pior com o imprevisto e o medo de errar é a porta que as tranca
nas masmorras da mediocridade. O homem desde sempre é um lutador. À mulher coube o papel de aguardar na torre a altura em que é resgatada. Se por um lado os principios são o mais rico e vasto património que alguém pode legar por outro não nos podemos esquecer que transmitir conhecimentos é repetir saberes duvidosos, corroídos pelo tempo de uma existência parada. Ao longo de gerações os homens descobriram países, colonizaram continentes, conquistaram povos, cruzaram mares, cavalgaram no Oeste, separaram mares e derrubaram muros... enquanto as mulheres permaneciam espectadoras da sua própria existência e aguardavam, lavadas em lágrimas, na segurança das suas casas, o regresso do herói. E assim permanecem em pleno século XXI! No entanto julgam-se no direito de abrir as bocarras e apontar o dedo. Ponham os olhos na história e resignem-se à vossa insignificância. Se querem fazer algo em prol do desenvolvimento e progresso aqui ficam algumas sujestões: sexo satisfatório, comida na mesa, casa arrumada e boca calada.

XY

sábado, maio 08, 2004

Agressividade: instinto fatal



Como é sobejamente sabido por todas as criaturas superiores (nós, mulheres!), as forças agressivas podem alimentar os impulsos sexuais, numa fracassada procura de ajudar as bestinhas hominídeas a atingir o seu fim: papar-nos!, transformando, desta forma, esses impulsos, em actos prejudiciais e dissimulados.
Todas sabemos que a agressividade humana tem origens genéticas no tipo de comportamento observado em pequenos animais quando estes defendem o seu território, o que só confirma a teoria de que os bacôcos, no seu primário instinto agressivo, se equiparam grandemente ao comportamento agressivo do animal e em termos gerais, este comportamento é caracterizado pelo ataque de uma besta sobre outra e cujo único intuito é o de conseguirem (na maioria das vezes, em vão), saltarem-nos para a espinha sem dó nem piedade, usando-nos como uma qualquer chiclete.
Geralmente, as agressões deste tipo não envolvem emoções, já que estes seres são, genética e totalmente desprovidos de sentimentos. Um tipo de agressão animal mais significativo envolve ataques dirigidos a membros da mesma espécie, quando lutam entre eles pelo mesmo naco de carne.
As lutas bacôcas são geralmente programadas pelos seus genes. Este tipo de agressão existe porque os membros têm necessidades muito semelhantes e, em consequência, estão em competição directa por comida, território e parceiros. Esta forma é determinada, em grande parte, pelos riscos relativos e potenciais benefícios que a agressividade encontra. Alguns bacôcos, à semelhança dos elefantes marinhos machos, guerreiam até à morte pela posse de um harém fértil visto que perder a luta sem morrer equivale ao suicídio genético.
Quanto ao comportamento agressivo nos humanos, os insitadores de agressão que as bestinhas mais utilizam são os insultos pessoais, das ameaças de status e presença de armas. Tais actividades são geralmente seguidas por recompensas e, desta forma, virão provavelmente a repetir-se, impedindo, uma vez mais, a evolução positiva deste género dispensável.

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Agressividade: Impulso à flor da pele.



Desenganem-se os que pensam que as mulheres só emanam odores de açucena. Volta e meia as feromonas disseminam-se em partículas subtis que num instante, subito e fulminante, arrasam com qualquer ser mais distraído. E a inacreditável desordem que brota de um ataque de furia feminimo é precedida de tudo menos de valor poético. Não duvidem que até a mais recatada e jovem pétala encerra em si a capacidade para se tornar num rude gladiador romano. E não nos ficam a dever em nada quando começam a colocar nódoas em panos que juraram ser dos melhores. Não há glutão do presto que nos valha! Em matéria de insulto verbal não há quem consiga ombrear com uma gaja que abnega da razão. No entanto há nelas uma inocência desamparada que as deixa indefesas, à mercê de quase tudo e principalmente delas próprias. Entregues à cólera, é vê-las despir o manto das aparências, enquanto nos presenteiam com muitas pérolas de gíria escatológica que proferem à medida que estrilham uma enfiada de palavrões, agarradas aos cabelos alheios ou a praticar arremeço de objectos decorativos. E não há istmo que as faça permanecer em contacto com a razão. perdem a compustura e os modos à velocidade da luz, à medida que se vão enterrando nas masmorras das suas aparências onde impera a falta de chá.
Agressividade não passa por violência física e assim sendo as mulheres e os seus joguinhos verbais batem qualquer rebarbado com a quarta classe com direito a medalha de mérito e tudo. São doutoradas honoris causa em matéria de agressividade, especialmente entre elas. Motivadas por invejas e intrigas chegam mesmo a ser falsas e mesquinhas não olhando a meios para abater os inimigos que erguem segundo parametros que muitas vezes nem elas reconhecem. Enquanto o homem é agressivo como mecanismo de auto-defesa a mulher é-o por modos vivendi.
A sua agressividade é estranha e obstinada. Impossivel de prever. pois não obedece a nenhum dispositivo racional, tendo origem na sua própria pequenez. Estrebucham por omissão ou presença. Porque sim e porque não. Como desconhecem meios termos e reagem numa base de letárgia versus exagero é comum depararmo-nos com uma mulher agressiva, especialmente se lhe passar-mos à frente na Zara. Por via das dúvidas façam-lhes as vontades, senão ainda acabam envolvidos numa estridente peixeirada, porque como é do domínio comum elas adoram ter audiência para os seus ataques de insanidade.

XY

terça-feira, abril 27, 2004

Medo(s): Quem tem, compra um cão! Ou mais...!


Pois é, e uma vez mais cá estamos nós para esclarecermos mais um ponto de vista extremamente interessante sobre os acefalozinhos bacôcos! Os mesmos que se julgam grandes King Kongs e que, no fundo, não passam de uns medricas de primeira!
Auto-intitulam-se os Reis da Selva e em momentos de crise são os primeiros a darem o passo de fugida a uma velocidade tal que provavelmente jamais os voltaremos a ver. E é aí que se confirma que afinal, não ultrapassaram ainda a fase dos zero aos quatro anos de idade em que ainda têm medo do escuro! Pelo contrário, a sua (des)evolução foi de tal forma complexa que (des)progrediram no sentido de aumentarem as suas colecções secretas de medos pavorosos!
Poderíamos aqui desenvolver ao pormenor variadíssimos exemplos dos seus pavores noturnos (e não só) mas, logisticamente, tal seria impossível. Deixamo-vos apenas com uma pequena amostra daquilo que os homenzinhos temem mais que tudo: relações afectivas relativamente estáveis e “normais” com seres intelectualmente evoluídos (vulgo, o sexo oposto); confrontos físicos com outros seres do mesmo planeta que eles e que, por algum erro da natureza, calharam a crescer mais que eles; sogras; casamento; responsabilidades; o seu clube de eleição poder, eventualmente, voltar a não ser campeão na corrente época desportiva; o vizinho do lado ter um carro mais potente que o dele (e quem diz carro, diz também órgão reprodutor masculino); a companheira ter sido recentemente promovida no trabalho e passar a receber um ordenado superior ao dele; etc.!
No fundo, aquilo que eles mais receiam é o assumirem que finalmente cresceram (pelo menos cronologicamente falando) e terão de aprender a aceitar a dura realidade que é sair debaixo das saias das suas mãezinhas e enfrentar o verdadeiro mundo! E vá-se lá saber porquê, naqueles cerebrozinhos do tamanho de pequenitas ervilhas, isto parece-lhes de tal forma inconcebível que ainda há quem durma de luz acesa com medo do Papão!
Não há cão que aguente!

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MEDOS: O que foi já não volta a ser.


Muitos são os mecanismos que encerram o poder de fazer uma mulher gritar histéricamente de pavor, saltar qual gazela para cima de uma cadeira ou ficar devidamente mumificada com um receio morbido de um inocente ratinho, com o rabinho entre as pernas e a urinar pelas ditas abaixo. Aliás, nem é preciso muito para que tal aconteça. A questão é que as cabeças pensantes não sabem lidar com o inesperado sem ser através de reacções de medo. Medo esse que é um reflexo da insegurança que reside em cada uma delas, bem como de uma profunda ausência de sentido e de milhentas duvidas que têm acerca das suas – parcas - capacidades. Estão habituadinhas a viver numa redoma, escudadas pelo viril homem que lhes faz a papinha toda para que as princesinhas não estraguem o verniz das unhas ou borrem a pintura.
São tão desequilibradas que temem até o próprio desempenho. Temem sobretudo as mudanças fisicas. Não é à toa que um homem vai ficando mais interessante e charmoso com o passar dos anos enquanto o sexo oposto se limita a definhar. Elas que tanta importância conferem às aparências acabam por se ver à mercê das mesmas. Vivem para causar boa impressão e impacto e esquecem de se lapidar com a vida.
A mulher tem receio dos seus pares. Dos julgamentos de terceiros porque no fundo sabe que é para isso que vive. O homem não! Vivemos em primeira e última instância para nós. As opiniões dos demais são válidas mas o seu valor é simbólico.
Mas o medo maior é o de ficar solteirona. De ficar para tia. O relógio biológico não lhes dá descanso por um minuto. Com o passar dos anos instala-se o desespero e as doidas das hormonas fazem pactos diabólicos com o cérebro na elaboração meticulosa de mil e uma formas de fisgar um macho pinante.
As donzelas têm medo da celulite, das rugas, do verniz que estala nas unhas, das malhas que aparecem nas meias, do rimel que borra, dos sapatos que não condizem com a mala… e esquecem que o mais importante deveria estar dentro delas. Que um sorriso sincero faz esquecer a cara lavada e que uma conversa sedutora dispensa um decote ousado.

XY

terça-feira, abril 13, 2004

Privacidade: Invasão!



Aquilo que deveria ser um espaço próprio e individual de cada uma de nós, para eles, não passa, pura e simplesmente de uma invasão e vilipendiação dos nossos íntimos!
Para estes pequenitos acéfalos bestas, privacidade não passa desta curta ideia limitada: usurpar-nos o nosso direito à individualidade. E como conseguem os vermesinhos alcançar este objectivo cabalmente inconcebível? Através do inverso: da invasão nua e crua da nossa intimidade!
Quem nunca experienciou a sua vida pessoal ser arrastada na lama pelas línguas viperinas destes animaizinhos? Desde a primeira queca com todos os pormenores sórdidos (fruto, exclusivamente, da sua imaginação torpe e doentia), até à forma como comemos ou simplesmente falamos! Todos os nossos passos são barbaramente alvo de chacota para que, em grupo, se façam sobressair perante os outros bovinos!
Acham-se detentores de um qualquer poder sobrenatural sempre que têm acesso a algum dos nossos mais íntimos segredos e, por fim, o culminar do êxtase que essa informação lhes proporciona é de tal forma exacerbada que sentem uma avassaladora necessidade de a bradar aos quatro ventos, o mais rapidamente possivel e de forma que o máximo de elementos do mesmo sexo que eles também fiquem informados do último grito de ridículo!
Chegam a ser, com esta atitudes, marionetes comandados por desejos incontroláveis de deturpar a nossa realidade, instintos básicos só achados naquela faixa etária correspondente à evolução dos seus cérebros: a primeira infância!
E não é que os bacôcos, quando confrontados com esta invasão clara e pungente, ainda se dão ao luxo de desmentir? Incapazes de admitirem que, em matéria de fofocas e maldizeres, são muitíssimo mais pioneiros e licenciados que nós, pensam que vão passando despercebidos procurando, desumanamente, acusar-nos do mesmo mal com clichés baratos e insípidos!

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Privacidade: Casa roubada, trancas na porta.


A privacidade parece ser o inimigo número um das mulheres uma vez que dedicam o seu inesgotável tempo de ócio a trentar invadir o território desconhecido. Extremosamente dadas às coisas sem peso e à falta de substância da matéria, as pequenitas amibas desenvolvem mecanismos dignos de 007, deixando vir à tona a beata que há em casa uma delas. Carentes de mesquinhices dignas de tablóides rascas, suportadas pela deprimente e desinteressante vagabundagem pessoal e sem meta, estas coisinhas desprovidas de conteúdo, buscam desenfreadamente indicios capazes de corroborar o resultado vergonhoso das suas imaginações esclerosadas. Está-lhes nos ossos. São pesudo São Tomés, com a agravante de terem que ver não para crer mas para nos poderem infernizar a vida com cobranças sem nexo. Não respeitam o nosso espaço, as vontades, os desejos ou sequer os silêncios. Tudo o que é nosso tem que ter o seu patético cunho. Não concebem que possamos ter algo só nosso, que se desvirtua quando partilhado.
A curiosidade matou o gato mas não serviu para as intimidar. E quando pensamos que não podia piorar descubrimos que de facto se trata de uma doença que se agrava com o passar dos anos. Aliás, esta doença conhece o seu ponto zénite quando a mulher acumula o seu estado biológico com o de SOGRA! Meus amigos, é a loucura. Como se não bastasse aturar os delirios das meninas com que nos vamos cruzando (seguindo os conselhos de Darwin na busca pela melhor fêmea para procriar) ainda temos que levar com as mães delas, as amigas delas, as colegas delas e com o circo todo em cima. Invadem a nossa bolha pessoal porque são parasitas sem educação que vivem através de nós. Querem controlar tudo com um surreal egoísmo infantil e esquecem a sabedoria popular que reza que quem tudo quer tudo perde!

XY