PACIÊNCIA: O paciente homem bicho
Quando o Senhor criou o homem, fitou a sua obra e abanou a cabeça enquanto murmurava “Paciência, paciência…”. Desde esse instante, a paciência é algo intrínseco e indissociável para as zoófilas que levam para casa um destes animaizinhos de estimação.
O homem bicho já foi mais bicho do que homem. Pormenores como a agressão gratuita da mulher na via pública por aquela palha ou, o célebre tiro à esposa sem preparação no fim do trabalho, são provas paraolímpicas de que se orgulham e, explanam a paciência que o macho latino tinha para com as suas caras metade (por vezes literalmente metade tal a dedicação e treino do biltre).
Actualmente, com a emancipação feminina, todo e qualquer episódio que denote falta de paciência por parte do bicho homem é altamente reprovável pela própria matilha que, embora reprove, por dentro exalta de alegria ao rever-se no acto. Este tipo de atitude, aliado a uma imagem Jaime Gama, granjeou ao bicho homem “moderno” um estatuto de paciência que só encontra paralelismo na emotividade das estátuas da Ilha da Páscoa.
A verdade é bem diferente minhas amigas, o que vemos como paciência não é mais que um marasmo hipnótico salpicado por momentos tão emotivos como aqueles grandes planos que assomam os filmes do Manoel de Oliveira. A paciência do homem bicho é uma acomodação ao estilo de vida que lhe é oferecido por umas quantas Madres Teresa que alimentam o bicho nutricional e sexualmente até ele se acomodar.
A paciência no homem atinge o cúmulo quando este paga a uma dominadora, mulher vestida com couro preto e de chicote em punho, para o agredir sem este expressar qualquer tipo de reacção. Cabe-me dizer, a todos os homens bichos adeptos dessa vertente sexual, que estão a ser ROUBADOS! Disponibilizo os números de telefone de milhares de mulheres ostracizadas pelo regime talibãn do homem bicho que pagariam para executar o mesmo tipo de trabalho com um sorriso nos lábios.
Amigas, quando quiserem discutir com o vosso bicho homem e receberem monossílabos monocórdicos com desvios de cabeça despreocupados, isso é a insustentável paciência do ser, nesse momento desfaçam-se do zombie e comprem um peixinho dourado…sempre poupam na comida!
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