html PUBLIC "-//W3C//DTD XHTML 1.0 Strict//EN" "http://www.w3.org/TR/xhtml1/DTD/xhtml1-strict.dtd"> O Sexto Centímetro: Agosto 2003

Terça-feira, Agosto 26, 2003

TELEMOVEIS: O meu amante é pequeno e prateado


O imenso manto de silêncio que cobre os momentos de tédio auditivo é rasgado pelo indisciplinado desarranjo musical do toque de um telemóvel. É inegável a panóplia de vantagens que este invento trouxe e promete trazer, no entanto, hábitos e vícios foram gerados e cinzelados pelos possessivos detentores deste pequeno confidente electrónico.
Os que já pensavam que eu tinha esquecido que os responsáveis por todo o mal do mundo eram os homens, desenganem-se, as ondas magnéticas do telefone sem fios só potenciam a já ridícula figura, definitiva, do bicho-homem. Parado, por questões biológicas, no tempo, o bicho-homem cedo percebeu que só alcançaria o grau de desenvolvimento dos outros bípedes se adquirisse objectos tecnologicamente desenvolvidos e neles depositasse a responsabilidade da evolução. Depois do advento da máquina de barbear este objectivo inglório coube ao telemóvel, missão hercúlea, quase feminina, que este pequeno dispositivo resolveu adoptar sem recear ser conotado com moca de trol raçado a varinha de condão.
O bicho-homem cedo adoptou a máxima “small is beautifull” para os telemóveis, quando antes tinha adoptado a célebre “small is fun” aplicada à capacidade de discernimento racional do próprio(homem). Um verdadeiro rei da cidade (outrora selva densa) gosta de possuir material “state of the art”, “creme de la creme”, “bom como o caraças”, e para isso não faz qualquer tipo de concessões em relação à pensão alimentícia que fornece à mulher nos anos bissextos, esqueçam o pé de meia para a cerveja de Domingo….é sagrado! Com um nas mãos o bicho-homem ganha outra vida, e falo de telemóvel!!!
Mensagens inteligentes (convém num telemóvel de símio), Wap (oi?), toques polifónicos (a solução para acabar com a depressão dos surdos), blue tooth (melhor que pretos!!) e a imprescindível máquina fotográfica…Esta última inclusão veio revolucionar o dia a dia masculino. Ardilosos, os infames, orientam o olhar indiscreto, sugador de almas e privacidade, e captam mais um ângulo a uma espécime do sexo oposto menos preenchida pelos incómodos jaezes protectores a que chamamos roupa. Um sorriso ou contracção muscular orientada para uma direcção apreendida num processo arco-reflexo em que o estímulo não é mais do que um palmo de pele descoberta, desvenda toda a inocência que o animal não consegue esconder. É boa e é minha, a máquina fotográfica?! a foto?! a pobre sujeita ás investidas do homem do saco de testosterona?
Desculpem o discurso prolixado (pró lixado?!), tento ser sucinta, mas sinto que a conversa sabe melhor ao natural, sem mediadores electrónicos. Se a posse de um seis centímetros (passo a publicidade) excita um homem, a mim não, já não se fazem telemóveis como dantes, aqueles com mais de 20 cêntimetros…(suspiro)

XX

Quinta-feira, Agosto 21, 2003

TELEMOVEIS: Tou xim? É pra mim?!


A obsessão do século rapidamente galgou todas as barreiras inimagináveis e se tornou um bem essencial para o humano. Desde os mais idosos que se vergaram ante a funcionalidade deste instrumento até ao petiz que, pese embora ainda desconheça os Lusíadas, já domina os cantos das comunicações móveis. A culpa é da maldita evolução.
Com a triunfante chegada dos aparelhinhos mágicos assistiu-se à discreta partida da nossa paz de espirito, afinal o uso dos TLMs não obriga à leitura de manuais de bom senso. A verdade é que todos possuimos um (?) bicho destes, independentemente das razões que levaram à sua compra. São funcionais e quando usados equilibradamente chegam a ser proficuos. Mas isto exclui na íntegra o uso e propósitos futeis que lhes conferem o sexo feminino.
O telemóvel da mulher nasce com sina de Barbie. Com a diferença que a boneca existe mesmo com a função lúdica. Qual super herói da Marvel, o TLM experiencia constantemente a sensação de mudar de capa, transformando-se assim num acessório de moda. O som lamechas que debita ao receber uma chamada, ribombando das profundezas da falta de gosto a música da moda, faz dele um irritante transistor. Para piorar o quadro torna-se uma arma de massacre execrível nas patas de uma melga quando esta se encontra vocacionada para nos sugar a paciência. Chamadas, msgs escritas e de voz, toques não identificados e um nunca mais acabar de artimanhas, fazem parte de uma panóplia de recursos, cedidos pelas novas tecnologias, com o intuito de nos controlarem e dinamitarem a paciência.
Em todo o lado é vê-las a pavonearem-se com o dito. Depois têm o descaramento de nos bafejar com as suas tipicas piadinhas e analogias entre estes e a virilidade masculina. Quem são elas para falar de prolongamentos quando a única coisa que prolongam e engrossam é a fileira de acidentes de viação por irem ao volante, de telemóvel em riste, a debitar à amiguinha as últimas alarvidades que cometeram. As incontornáveis e irritantes conversas de chaça entre duas companheiras de género, próprias de quem não sabe o que fazer à vida e ao dinheiro. Para as mulheres fica sempre algo por fazer, por dizer, por ser. Como o mundo seria mais acolhedor se elas soubessem de antemão que nada fica por fazer se nos deixarem agir. Que nada fica por dizer se formos nós a falar. E que o que lhes ficará sempre por ser é HOMENS!

XY

Quarta-feira, Agosto 20, 2003

PRAIA: Retratos da vida de um grão de areia


O calor chegou e as praias são invadidas, não é um desembarque da Normandia para acabar com um regime déspota, aqui no Verão os tiranos (classe bicho-homem opressora) juntam-se a nós num equilíbrio lábil de difícil gestão . Este manancial zoológico invasor da orla costeira contém, bichos-homem e mulheres, os 1ºs guiam-se pelas últimas mas intitulam-se os 1ºs, e como 1ºs que são, chegam por último, e aguardam que as últimas sejam as 1ªs, tudo isto para dizer que os homens planam entre o 1º e o último, ficando a meio (quantas de nós já descobriram isso da pior maneira!!!). De seguida ilustro com palavras um episódio típico de assédio programado pelo ein?céfalo do primata.
O aconchegante murmurar do mar é subitamente interrompido pelo zunir de uma bola-míssil que falha o alvo (mulheres que repousam num diálogo sol-pele) por escassos neurónios. Segundos depois, com a graciosidade de um ciclope cego que procura o olho perdido, um bicho-homem, dá corpo ao sucesso. Durante todo o processo, o percebe de patas e com muita unha, consegue espalhar mais areia que um camião da Cimpor numa obra com prazo expirado à 6 meses. O acto heróico, resgate da bola, é amplamente elogiado com sucessões de coros e couros que ecoam pela praia, originários pelo resto da matilha que saliva ao ver semelhantes (pouco) do sexo oposto, autênticos tenores numa capela ao ar livre, acaso nada católica.
Para nós, mulheres, a praia quer dizer conversa de toalha, passeios à beira mar, colocar nas mãos do sol um balde da melhor tinta e deixar o artista criar no nosso corpo telas para serem contempladas por apreciadores da fase castanho-dourada. Nunca gritos tribais enquanto massacram uma bola, demonstrações de 100 metros afogamento, “quem quer ser ordinário”, lançamento do seixo (reminiscências da caça ao auroque), enfim, pormenores técnicos para conhecedores zoófilos aqui debitados só pela rama.
As diferenças abissais entre nós e eles só são superadas quando o bicho-homem casa. Quando o bicho-homem casa liberta-se do efeito grupo e faz-se acompanhar pela esposa, filhos e barriga. A exibição da barriga confere ao bicho-homem um status de elevado nível social e este nem por um minuto, infelizmente para toda a vida, deixa de exibir com orgulho o novo investimento familiar. Pânico é o que sentimos quando vemos uma duna extra ao nosso lado e nos apercebemos que a duna é móvel e responde ao nome Manel.
Em tom de alerta, deixo aqui o aviso para as actividades competentes no ordenamento da faixa litoral, entrego-me na infinita sapiência e julgar imparcial de vossas excelências e peço fervorosamente que criem um apartheid de sexos nas praias.

XX


PRAIA: Quando calienta el sol naquela praia!


Lagartos. É esta a imagem que me assalta quando penso em praia. Lagartos fêmeas. Um punhado de seres humanos, supostamente evoluídos, que de livre e espontânea vontade se prostam na areia fervilhante e se entregam a um ritual que consiste em queimar a pele através de exposição prolongada ao sol, destruindo o maior número de células possível num curto espaço de tempo. O objectivo meus amigos é a ostentação ante os demais que por uma ou outra razão se encontram impossibilitados de gozar de tão pródiga tortura ou que simplesmente não partilham o mesmo gosto. Esses, entre outras designações, são vulgarmente apelidados de reflectores, copinhos de leite ou lulas. Eu até gosto de praia, mas a confusão dispenso. Aprecio um passeio à beira-mar, um refrescante mergulho, o convívio de jogos de bola ou raquetes, a leitura de um bom livro, a ingestão de uma reparadora cerveja e até mesmo o viajar absorto nos bikinis da moda. Sou até homem para exaltar virtuosismos na venda de gelados ou das bolas de Berlin, mas o barulho ensurdecedor das multidões famintas por bronzeados de plástico que se estendem por uma semana dinamitam o meu sistema nervoso. Como aguentar a espertina aflitiva das donzelas que teimam em chegar à praia quanto antes para escolher o melhor spot para criticar as demais que desfilam em fio dental?! Ter que as ouvir queixar-se de que têm areia aqui e ali - a praia é constituída de mar e AREIA! Areia, senhoras!!! E as crianças dos outros, que esquecem que a praia é de todos mas que há limites, e que nos remoem o juízo com gritarias e correrias infindáveis à nossa beira?! Praia é um altar para a futilidade. Um perda de tempo. Que deprimente é andar carregado qual saltimbanco de sombrinha, baldinhos, creminhos, geleiras, lanchinhos e afins, em procissão para o mesmíssimo local onde vão os demais devotos do tonzinho dourado. Uma pessoa sai da praia ainda mais cansada do que chega. Para mim praia só aceito pontualmente e muito bem acompanhado. Sou homem e não vivo de aparências. Já me basta o zumbido contante daquelas que num segundo nos chamam a atenção para esta ou aquela barriga e no seguinte nos massacram por atendermos a certas minúcias. Queixam-se dos “abutres” que esvoaçam na praia mas prestam-se conscientemente ao papel de “carne seca”. Aqui o Ícaro sabe como conservar as suas asinhas. Viva a piscina. Viva o ar condicionado.

XY

Domingo, Agosto 10, 2003

RELIGIÃO: O bicho-homem ajoelha


A efémera existência do homem, a percepção de acontecimentos não explicáveis pela ciência e empirismo criou a necessidade do ser humano se relacionar com o desconhecido através de um conjunto de obrigações, regidas dogmaticamente por uma fé. A existência de um ser superior metafísico incompatível com a realidade do mundo é afastado do ser terreno pelo sentimento de impotência, de desespero e reverência que vincula o homem ao culto.
O bicho-homem é, por natureza, um animal competitivo que não gosta de concorrência. A existência de um ser omnipotente e omnipresente causa, ao primata, sentimentos de inveja passíveis de o afastar da vida religiosa. A verdade é que nós mulheres necessitamos de respostas, respostas que o ein?céfalo do bicho-homem não tem capacidade de solucionar.
O tentáculo cancerígeno e castrador da liberdade da mulher estendeu-se à igreja (autêntico covil da resistência machista), esta, como mediadora do diálogo Deus-homem, tem vindo a proteger a posição dominante do sexo masculino. Defendidos pela instituição, os bichos-homem, dão-se ao luxo de tornar a visita ao local de culto um acessório da ida ao café, da leitura do jornal e do comentário do jogo do dia anterior. Enquanto os acólitos do sacerdote não forem trocados por representantes do sexo feminino, vestidas como vieram ao mundo, pagas com nota na calcinha, a celebração religiosa vai continuar a representar para o bicho-homem um espaço de tempo perdido em deambulações carnais, nada adequadas ao recinto que o ímpio faz questão de conspurcar. É o que vos digo, a visita do bicho-homem ao local de culto não passa de uma catarse ás blasfémias por ele realizadas durante a semana. O mais interessante é que alguns desses sacos de testosterona ainda se dignam auto-intitular anti-clericalistas primários, desdenham o protectorado que lhes é confiado pelo braço tendencioso da igreja e, têm o luxo de disparar em todas as direcções, calcando qualquer crente que lhes apareça pela frente.
A transferência do sentimento de ignorância e impotência acerca do que nos rodeia para a infinita dependência que mostramos ter pela religião não é mais que o assumir da nossa condição de humanos. A ausência desta percepção é o negar a própria existência, tomar sobre si todo o peso de uma ancestralidade científica falhada denotando uma prepotência infantil só ao alcance do mais racional bicho-homem.

XX

RELIGIÃO: O Deus SPA


Numa época em que está na moda endeusar tudo parece pertinente reflectir sobre algo importante. Em qualquer sociedade, a religião define um modo de estar e ser no Mundo, em que transparece a busca de um sentido para a existência. E meus amigos, é sobejamente sabido que as mulheres têm um péssimo sentido de orientação, logo é natural que durante esta busca se desnorteiem um bocadinho (como é seu apanágio nas demais áreas das suas vidas). As respostas encontradas na religião são optimas para alimentar a sua fome de verdades insufismáveis. Nós homens sabemos o que é bom para nós e não necessitamos de mandamentos que nos guiem. Aliás, se fosse para aprender eles seriam ensinamentos. Não precisamos que mandem em nós e temos conhecimento dos valores e prioridades da vida. Por isso somos racionais! Os nosso conceito de “sagrado” e os nossos rituais são bem distintos. De qualquer forma compreendo que as mulheres sejam mais dadas à beatice que nós, afinal de contas todas as religiões assentam no reconhecimento, adoração, amor e serviência cega a um homem. Mas mesmo assim as nossas companheiras de espécie pecam que se farta. Aquelas linguinhas bifidas e viperinas lá sabem o que é não tomar o Seu Santo nome em vão? Já para não referir a veleidade com que se propõem a levantar falsos testemunhos contra nós, seres castos e puros. A cobiça então é a sua imagem de marca. Tudo que a amiga diz que o panaleirote do marido lhe dá – à excepção de porrada - lá temos nós que comprar, mas melhor! E se não o fazemos corremos o risco que as nossas dedicadas companheiras comecem a saltar de galho em galho (isto não me parece um comportamento muito católico). São umas ginastas as nossas mais que tudo. Ao seu melhor estilo e à imagem daquilo que intrinsecamente lhes vai na alma, também no que concerne à religião, as mulheres são mais falsas que os homens. As suas motivações nunca são o que transparecem e por vezes elas mesmas se deixam enlear nas redes que lançam. A forma como cada qual vive a sua religião é muito mais que ir à igreja e orar. Para as mulheres uma igreja é como um salão de beleza e elas não entendem que por mais tempo que passem lá dentro e invistam quando saiem estão exactamente na mesma. Seguem convencidíssimas que se sujeitam a uma grande mudança e apregoam virtudes que desconhecem. As mulheres vivem consoante o mote “teoria sem prática” e só têm é garganta (o que às vezes até se torna bem agradável). Porque será que todas as entidades hierarquicamente superiores da igreja são homens?! Não é por acaso vos garanto!

XY

Segunda-feira, Agosto 04, 2003

CONDUÇÃO: O bicho homem é piloto


No conjunto, extremamente finito, de capacidades inatas herdadas pelo homem, a arte de conduzir um veículo motorizado não é, definitivamente, uma delas.
A necessidade primária de afirmação, no acto de conduzir, que este ser desprovido de autoconfiança evidencia é, para nós, motivo de orgulho. A altivez que estes espécimes demonstram ao volante é inversamente proporcional ao poder que detêm no lar.
O bicho homem entra dentro do carro e deixa o homem cá fora. O agora bicho está no seu território, detém total controlo dos cavalos qual autocrata raçado a déspota de uma qualquer ilha deserta. A ignorância associada a uma necessidade de competição permanente fazem das estradas autênticos circuitos do Mónaco. O código da estrada foi certamente abduzido das memórias do bicho homem por entes superiores…certamente cães ou golfinhos!
A fila de trânsito é o palco ideal para perceber a verdadeira essência do homem bicho condutor. Depois de uma travagem brusca o homem bicho fica atónito e não compreende o que fazem tantos carros parados quando o carro serve para voar. Logo de seguida, empreende um diálogo com os seus irmãos de espécie que se encontram parados à sua frente, gesticulam sobras chinesas com as mãos e usam a buzina como um editor de toques monofónicos (imaginem se existissem 2 tons!). Passado o Rubicão, o bicho homem acelera e faz uso de uns cavalos que se encontravam perdidos e assustados por terem assistido ao anterior discurso do eloquente bicho homem.
Sem filas e rumo a um destino de férias o homem bicho revela-se um autêntico “Mr. Magoo” contribuindo para as finanças das gasolineiras que vai encontrando, fazendo muitas vezes o dobro da distância necessária só para não perderem o prémio “sou muito macho” a pedirem indicações.
A condução está intimamente associada a esse néctar inflamável chamado álcool e, mais uma vez, o bicho homem está na dianteira. A falta de estradas com duas vias é colmatada com alguns copos do elixir, o automóvel é transformado num motel, o banco traseiro é adaptado a suite e qualquer cabra parece uma princesa com sapatos de cristal.
A constatação é autenticada por décadas de experiência, o homem é o único animal que mata os da sua espécie quando se quer movimentar.

XX

CONDUÇÃO: Carrinhos de Choque na Via Pública


Entendo que para as mulheres conduzir seja um exercício que provoque estranheza uma vez que todo o seu desenvolvimento se processa em torno dos electrodomésticos de uma cozinha. Depois, chega uma altura em que se vêem quase que obrigadas a entrar num grande bocado de ferro - elas que nunca sonharam entrar numa máquina de lavar ou frigorífico – para se deslocarem ao hipermercado mais próximo! O painel do automóvel assemelha-se ao cockpit de um avião e em vez de ter botões - à semelhança do fogão - o carro tem pedais. E é vê-las a tentar acertar com os seus pézinhos minúsculos (talhados para a máquina de costura) enquanto fazem valentes pregos. Nada na viatura facilita a adaptação da mulher (talvez por ter sido construido para e por homens). Sei que vivemos numa sociedade igualitária, mas já pensaram que as diferentes taxas de acidentes rodoviários entre os sexos poderá implicar que o ensino e o exame de condução deverão, provavelmente, ser diferentes para homens e mulheres? Quem sabe até incluirem uma vertente de maquilhagem ao volante! Depois apelidam-nos de Fangios, as aventesmas! Que culpa temos nós que se sirvam da via pública para desfilar?! E neste âmbito até as próprias concordam que uma mulher ao volante é sinónimo de engarrafamento. E uma mulher a estacionar? Conhecem espetáculo mais hilariante que o “bate à frente / bate atrás”? A viatura da mulher é um carrinho de choque e uma verdadeira panela de pressão cuja válvula de escape é a buzina. É vê-las às voltas – porque não conseguem conduzir e ler placas ao mesmo tempo - nas nossas estradas a apitar – como se fosse necessário chamar a si mais atenções para além das manobras circenses que executam nos seus bólides, numa atitude demonstrativa da sua incomensurável e infinitésima - como aquele oito deitado que se aprendia em matemática e remetia para o lugar de infinito – de desequilíbrio e descordenaçao motora. Quando ao volante mais parecem estar a pilotar um avião tal é a forma como demonstram andar nas nuvens ou então um barco (a remos) já que uma mulher a conduzir passa a vida a meter àgua. A desculpabilização e a coitidificação não são solução para reduzir a quantidade bárbara de azelhices com que as mulheres nos presenteiam quando estão ao volante. Enquanto nós brincamos com carros, barcos, aviões e afins na nossa infância as mulheres desde cedo demonstram a sua futilidade e brincam às casinhas e às barbies. O importante é arranjar um KEN que lhes mobile a casa e não criar autonomias e desenvolver o racíocnio. É por isto que sou um acérrimo defensor da tese que sugere como meio de transporte priviligiado das mulheres o autocarro!

XY