html PUBLIC "-//W3C//DTD XHTML 1.0 Strict//EN" "http://www.w3.org/TR/xhtml1/DTD/xhtml1-strict.dtd"> O Sexto Centímetro: Setembro 2003

Terça-feira, Setembro 30, 2003

ÁLCOOL: Al-cool?!…NÃO!!!


Grunhidos aleatórios irrompem mais uma noite de sexta-feira. Vislumbro ao longe uma coreografia que se assemelha a uma dança moderna, à medida que me aproximo a dança é salpicada com episódios de malhão e é vê-los cair, uma manada de bichos-homem cumprimenta o chão qual João Paulo II à saída do avião. O álcool é pródigo e fecundo neste e noutros quadros dignos de um Dali fim de carreira. Normalmente a acendalha é um opíparo e lauto jantar na companhia dos da espécie, nada de mulheres, que isto de bebedice é só para uns quantos escolhidos. Os copos sucedem-se a um ritmo difícil de contabilizar pelo senso comum, escorregam pelo precipício gutural rios do néctar inflamável, quantidades que levam a questionar se nunca tivemos guelras e se a Atlântida de facto não existiu. Os primeiros sintomas são generalizáveis: um enrolar da língua que tolhe o já de si fraco diálogo, o galopante recurso a vitupérios multi-direccionados ás cegas com direito a amplificador, a mudança da tez estiolada para um rubro etilizado e um pezinho de dança numa música tocada a dois tempos (o tempo de cair e o de levantar).
Qualquer mulher, assimilada pela visão torpe dos bichos-homem tocados é um alvo…ou dois. O homem neste estado fica mais prestadio e carregado de solicitude para o sexo oposto. Torna-se mais simples e, como todos os simples, necessita de pôr a mão em cima das coisas para as reconhecer, o acto por muito desculpável que seja é sempre retribuído pela parte da mulher com o mesmo reconhecer da mão, desta feita na cara do viril e com apreciável acréscimo de balanço. Quando não há retribuição da parte feminina, a acção de reconhecimento do homem deve ser acompanhada com não menos de 15 euros e em locais próprios (Intendente em Lisboa, Trindade no Porto). O auge da bebedeira é o vómito, a abertura da caixa de Pandora, cada mal é expiado ás golfadas para um oráculo em forma de poça que só adivinha a dor de cabeça mal curada da manhã seguinte.
Se o melhor amigo do homem é o cão, a melhor amiga do homem é a “cadela”.

XX


Terça-feira, Setembro 23, 2003

ÁLCOOL: O exorcista!


Nada tenho a objectar quanto ao papel do álcool como motor do divertimento nocturno, desde que aliada a essa liberdade de consumo haja um enorme senso de responsabilidade e civismo. Desde cedo, num estranho e complexo mecanismo de aculturação / socialização, somos habituados a associar a ingestão desse (e outros) éter a inúremas comemorações (sensações). Haverá passagem de ano sem champanhe? Não sou obviamente apologista de estados de alcoolização a roçar o coma, nem do mergulho na vertigem da busca desenfreada de estados alterados de consciência, que se apossam vorazmente da nossa razão, deixando-nos absortos em êxtases profundos de estupor. O álcool é um desinibidor interessante, capaz de proporcionar uma majestosa tranquilidade, quando ingerido em quantidades moderadas. Nesta, bem como em paletes de outras matérias, "mulher" e "moderação" são palavras que não conjugam. Então se estiverem em "manada" é o verdadeiro espectáculo da decadência humana. Os motivos das pielas regra geral são dores de cotovelo, de corno ou de alma. E nada melhor que o alcool para sarar as feridas. Bebem pela simples força da sua própria absurdez. Bebem e num àpice descobrem que a cabeça pode levar o corpo a fazer as coisas mais extraordinárias, enquanto os limites se diluem no fundo de uma garrafa. O álcool baralha e volta a dar cartas (só saiem duques). As outrora Senhoras passam a achar admirável o que antes condenavam e condenável o que tanto admiravam. Ficam possuídas. Subitamente despem-se de valores, preconceitos e identidade e entregam-se à loucura. Doidas e sem camisas de força, maravilham-nos com um nunca findar de tristes figuras e embaraçosas confissões que invariavelmente acabam com preces ao Stº Gregório ou ao Stº Eucarário. O curioso é que sofrem todas de amnésia pós-enfrascamento, caso contrário saberiam que ao ficarem etilicamente acima da média não se apresentam mais sensuais, interessantes ou irresistíveis mas tão simplesmente fáceis e vulgares! Meninas, parem de tentar ser homens e não enveredem por caminhos que não podem percorrer, sabendo de antemão que vão acabar atoladas no pântano das vossas incapacidades. Deixem os bons vinhos e as cervejas fresquinhas para nós e dediquem-se de corpo e alma a coser meias e esfregar tachos.

XY


ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO: seat bicho-homem, seat... good dog!


Quando conduzo, iluminada pela Lua, encontro bichos-homem e cães a passearem pela rua unidos, ao que parece, por uma relação de aparente simbiose. Confusos?! Eu explico, o bicho-homem necessita do cão para regressar a casa e para impressionar a vizinha adolescente, o cão necessita do bicho-homem para se sentir superior na cadeia de evolução.
Mas porquê falar de cães, gatos, peixinhos e iguanas se o animal de estimação das mulheres é, por dificuldade de classificação, o bicho-homem. Prometo ser Miguel Ângelo para esculpir, com palavras, na actual expressão de espanto que vos adivinho, a sublime leveza do sorriso concordante.
Um animal de estimação está num patamar intelectual inferior ao do dono, a capacidade de discernimento intelectual do bicho-homem está aferida a níveis subsarianos num planeta composto por 70% de água. Neste particular o bicho-homem encontra-se num patamar evolutivo inferior ao do cão, quando solicitado o canídeo vai buscar a bola enquanto que o símio se nega a ir buscar o que quer que seja.
O amestrar do símio é gratificante, aconselho monossílabos ásperos e directos, como recompensa uma qualquer oferta libidinosa vai fazer as delícias do vosso bicho-homem. Um dos processos mais críticos para as donas destes amorosos guilhotinados intelectuais é o cio destes, quando as hormonas pululam as nossas mascotes tendem a disseminar atenções e afectos pelas redondezas, para maior sossego das donas eu aconselho a castração com objecto cortante depois do primeiro episódio de infidelidade.
A posse de um destes espécimes acarreta responsabilidades adicionais como seja suprir necessidades nutricionais, nivelar desequilíbrios emocionais; em suma, mimetizar o papel da progenitora (a mãezinha!). É apoiada num empirismo demasiado longo que apelo a uma capacidade de decisão superior da vossa parte. Aos olhares insinuosos e aos sorrisos de cinema dos bichos-homem sem dona respondam com a apatia altiva sequaz dos racistas mais inflexíveis.
Lembram-se da máxima “Neste Verão não abandone o seu animal de estimação”? Fiquem com o cão, gato, peixinho e livrem-se do resto!

XX

Quarta-feira, Setembro 17, 2003

ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO: O Triunfo Dos Porcos


O ser humano vive uma necessidade egoísta de exercer poder sobre os demais, não só os da sua espécie como de todas as outras, sem olhar a meios. Isso implica a domesticação de um ser que se vê obrigado a perder o que de mais belo tem: a sua “personalidade”. Os meandros da alma humana são obscuros e escondem todo o tipo de razões. Procuramos nos animais o que nos escapa nos humanos. O animal é obrigado a nos compreender, aceitar, respeitar, obedecer e sobretudo a depender de nós. Não podemos negar o quanto isso faz bem ao ego. Dá-nos uma importância por vezes imerecida.
Depois o animal de estimação é um simbolo de status. Uma coisa é ter um cágado ou hamster, outra é ter um cavalo (se possivel com a Bo Derek incorporada). Há ainda o “pedigree” de que as mulheres tanto falam sem fazerem a mais pálida ideia do que se trata. “O meu custou os olhos da cara, logo é mais esperto, mais meigo, mais companheiro e mais-mais que o teu”. Esquecem o propósito da aquisição de um animal de estimação, que como a própria designação indica, deverá ser estimado. Não dão valor aos animais, esperam que os animais as valorizem e, não poucas vezes, após descurar as necessidades dos bichos, acabam por se cansar de obrigações para com um ser “inferior” e desfazem-se do dito. Adoptam um bicho porque está na moda ou vai bem com a decoração (isto explica a presença dos inumeros aquários nas habitações) sem pensar que implica algum trabalho. Que temos que investir tempo e afecto. Que o animal não nasce ensinado e o seu respeito não se compra… conquista-se! Por isto é sempre a nós, homens, que eles respeitam!
Outras há que certamente cedem a um qualquer chamamento. Identificam-se com o animal e compram. Aliás, esta tese explica o fascinio das mulheres por animais minúsculos. Há para todos os gostos e feitios. Quanto mais ridículos melhor. Poodles, caniches, pinchers… se posssível com casaquinhos, lacinhos e muita paciência para aguentar sessões de manicure e cabeleireiro. Elas deviam era andar com galinhas p’la trela… ao fim ao cabo nós andamos COM ELAS!
Pessoalmente não espero nem das pessoas nem dos animais mais do que me podem dar. Os animais não se compram às crianças para que aprendam a ter responsabilidade, até porque invariavelmente quem trata deles são as mamãs. Mas pode e deve ensinar-se às crianças a importância e respeito que os animais nos merecem. Só assim poderemos dizer: ''Four legs good two legs better!''

XY


DOMINGO: Do(r)mingo


Algum de vocês já viu o abominável homem das neves? A Atlântida? Inflação a descer? Pois é mais fácil estes três acontecimentos ocorrerem, simultaneamente, na rua onde moro do que ver um verdadeiro bicho-homem acordado antes do meio-dia.
Os bichos-homem, na manhã de Domingo, fluem errantes ao sabor dos sonhos. Gosto de vê-los assim inocentes, de uma candura pueril, frágeis e submissos ao livre arbítrio do inconsciente e, acima de tudo, CALADOS! De referir que, enquanto sua majestade, tetraplégico mental, toma como adquirido um sono reparador, as “escravas Isaura” tratam da lide da casa. Palavras para quê? A democracia habita em cada lar português! Hail bicho-homem!
O Domingo toma proporções épicas quando, o bicho-homem, sabe que se aproxima o almoço. Ao Domingo este ser esquece tudo: regras de educação, a carta que dizia “Alerta! Alerta! as galinhas foram consideradas espécie em extinção! Diga não ao churrasco”, o recorde de ingestão de bebidas alcoólicas sem combustão espontânea. Para o bicho-homem o alvo é o prato e, num movimento mecanizado vezes sem conta (nº de vezes directamente proporcional ao nº de centímetros de barriga ganha), o primata devora carne de uma maneira que deixa qualquer tiranossauro rex envergonhado.
O “day-after” almoço (permitam-me a liberdade, tal a importância que o sagui lhe dá) é passado no sofá. O sofá mais maciço cede, qual Titanic, ao iceberg que descarrega sobre ele (sofá) toda a arte gastronómica que teima em guardar na ampla montra que é o seu abdómen.
A meio da tarde intervimos nós, mulheres, querubins do desejo de uma família estável, acordamo-los e insistimos para nos levarem a passear, desejo concedido. Um acidente na estrada, os carros param instantaneamente, de porte intelectual reduzido, os bichos-homem, insinuam-se mais facilmente nestes cenários sectarizantes do ser ou não ser. É vê-los enamorados pelo comprimento de onda encarnado, bicho-homem em busca do sangue perdido (passo a pub). A outra metade da tarde é fulminada por um desafio de futebol e um dejá vu da epopeia pantagruélica.
Se Deus criou o homem ao sexto dia e no sétimo descansou, porque é que a mulher, no sétimo dia, começou a trabalhar?!

XX


Terça-feira, Setembro 09, 2003

DOMINGO: Ele ordenou, “ao sétimo dia descansa"


Elas querem roubar-nos o que a tanto custo temos vindo a conquistar. A liberdade de, ainda que por um só dia, semanalmente nos entregarmos de corpo e alma à inércia. Urge combater esta sinistra forma de atavismo cujas principais características são as limpezas matinais e os passeios domingueiros após o almoço. Rumamos lentamente para uma Babilónia na qual uma interminável semana de trabalho ardúo, que promete regenerador descanso, nos presenteia com o peso de mais obrigações. As nossas fêmeas, outrora exímias caçadoras e servas, nos dias de hoje abdicaram da razão da sua existência (leia-se servir o homem) para ao invés nos querelarem - e até mesmo lixarem de sobremaneira - a merecida paz. O pior é que as dedicadas criaturas se mostram pouco receptivas a qualquer tentativa de adestramento e são até bastante sensíveis no que respeita a qualquer comentário que sugira que o perturbador barulho do aspirador podia, talvez, ficar para depois do nascer do sol. “Como?! Isto só pode ser fruto de uma mente doente que, sem as mulheres, viveria alegremete numa pocilga”. Além disso a tarde de domingo é sagrada na vacuidade tenebrosa da sua totalidade indiferenciada (e seja lá o que isto significa não pode nunca ser positivo). O homem morre ao domingo no preciso momento em que a mulher renasce, qual Fénix, do seu atravancado espírito. Passam a semana em sinecura e amena cavaqueira com as amigas mas ao domingo fazem da lida doméstica a sua quimera. E, como se não bastasse minarem o nosso sossego em casa, somos ainda transformados em mais um de tantos outros adornos obrigatórios da indumentária reservada para o passeio da praxe. Lá temos nós que vestir o nosso melhor sorriso e, conscientes do frete que o destino nos reserva, desfilar nos centros comerciais, nas marinas, nos calçadões e até mesmo nas deliciosas visitas às amigas e familiares. Futebol?! Nem pensar!!! Queixam-se sistematicamente que não estamos em casa mas pelam-se para que chegue domingo para o obrigatório laurear da pevide. E nós que tudo o que queremos é ter um dia para nós... infelizmente o hoje é sempre ainda.

XY



INFIDELIDADE: Santos e pecadores


Existem coisas que não ligam: crocodilo e pés, ouvidos e Crematory, sardinhas e chocolate, política e verdade, homem e fidelidade… É sobre este último que me vou debruçar hoje.
A única fidelidade que se pode obter de um homem é uma aparelhagem de som, ainda por cima essa fidelidade é alta, inalcançável para os nanicos mentais que primam pelo rastejar nas odiosas comparações com o sexo feminino quando debatem gostos musicais. Anexada à alta-fidelidade vem por arrastamento a baixa-fidelidade, a intrínseca ao homem, a que nos afecta no dia a dia.
A fidelidade não representa um valor nem uma virtude, pelo contrário, ela é a razão da existência dos valores e virtudes. O valor de um homem é proporcional ao conteúdo da carteira e a virtude é válida a partir dos 15 centímetros, a fidelidade? É nula! Minto! Existe uma relação de fidelidade secular que o bicho-homem tem para com os da sua espécie, para a cerveja e para o clube da sua preferência (está incluído a casa de alterne).
Uma relação é um projecto, uma realidade omissa a “tem que ser”, rica na justiça de dois corações que pretendem um destino comum. O amor é a génese da fidelidade, não voluntária, erupção contínua do reforço de juras e acordos relembrados no instante em que recordamos o primeiro olhar. Não sou hitleriana ao ponto de requisitar um cinto de castidade ou uma viseira para os bichos-homem, de todo, o próprio processo da “facadinha” na relação é por si só humilhante para a teoria evolucionista de Darwin e também o deveria ser para o bicho-homem. Proponho uma troca directa: “facadinha” por facada nos genitais masculinos com posterior envio, dos mesmos, numa caixa para as amásias que lhes conhecem o sabor. Radical?! Não creio, só quem nunca experienciou a dor de perder a confiança em alguém que tinha sobre si o peso da nossa felicidade. O lado animal do bicho-homem é monopolizador de sangue para outros centros cerebrais (cavernosos), cabe ao homem entender a quanto quer viver uma relação, por quantas barregãs quer ele distribuir o que só consegue ter com uma mulher...a sua(dele).
Há coisas que são unas, e nesse aspecto, a fidelidade é um virgo que uma vez rompido não é mais restituído. Cabe ao homem não foder tudo!!!

xx


Sábado, Setembro 06, 2003

INFIDELIDADE: Até que a morte nos separe!!


Quando se trata de prescutar os meandros da alma humana tudo se torna subjectivo. Até que ponto será a infidelidade aceitável? O espanto da interrogação coloca-nos perante uma sucessão de dúvidas e outros incómodos. Mas de que é feita uma certeza senão de um aglomerado de duvidas? Como dissociar a infidelidade das circunstâncias em que ocorre? Como generalizar? Não será a infidelidade uma mera questão de óptica? Como e porquê condenar algo efêmero e transitório, onde o fulgor se busca por breves momentos, sem antecedente ou consequente? É justo que uma acção isolada e inconsciente seja a alavanca que implode tudo o que fomos e somos? Quem nunca errou que atire a primeira pedra. Quem NUNCA errou! Isto está longe de se tornar um manifesto pró-infieis. Sou acérrimo defensor do carácter num Homem. Quando se assumem determinadas responsabilidades devemos estar certos de que estamos à altura do desafio. E se os acontecimentos nos provarem o contrário devemos ter a capacidade e discernimento para o assumir. Não me refiro exclusivamente a relacionamentos pessoais mas sim num sentido mais lato. Tudo o que fazemos na vida deve servir para nos orgulharmos e não concebo que tal possa acontecer quando para isso prejudicamos outrém.
O mundo lá fora acerca-nos com uma voracidade medonha e temos que ser capazes de, quando necessário, lhe dizer não. Ser fiel é ser verdadeiro no que se faz. É ser puro. Nisto da fidelidade as mulheres estão a anos-luz de nós. Nós que somos bichos mas sentimos na pele o valor de códigos de conduta bem cedo, seja no grupo de pares onde chibos são excluídos, nas brincadeiras onde aprendemos a depender do amigo ou mais tarde na tropa. As raparigas, essas, desde cedo se agrupam para dividir opiniões e espalhar intrigas tendo por bitola o seu bem estar. Todos sabemos que entre as mulheres não há transparência. São mesquinhas, desconfiadas e oportunistas e já diz a minha mãe que "quem não confia não é de confiar".
E quanto a adultérios para que fique registado em ata, cada vez que um homem trai há uma mulher envolvida. Porquê que a expressão "o corno é o último a saber" não se conjuga no feminino? As mulheres são é sonsas e falsas. Melhores atrizes que nós. Vira casacas! De resto, no que concerne aos tais erros... todos cometemos. Convém é aprendermos com eles! Eu sou e sempre serei fiel a mim mesmo…

XY