A MENTIRA: Eu juro...
Concorde, ou não, as mentiras na boca dos homens atingem mach 1 num piscar de olhos. Sem “brevet” e pouco habituadas a altos voos, as mulheres, vêem-se sacudidas por estes projecteis e desejam celeridade na passagem do espaço sideral para a dura realidade sob pena de nunca abandonarem as nuvens em que eram mantidas reféns por meia dúzia de palavras e um sentimento egoísta.
As mulheres não mentem, ocultam pormenores que colocariam em cheque os parcos depósitos intelectuais da bicheza masculina. No entanto, o bicho-homem, procede de outra forma, a banca rota moral deste ecoa gritos de socorro na forma mais terrorista de comércio, a atenção e sedução pela destruição da mentira, fraca troca e tão difundida. Seria barata compra quando os visse de olhos abertos, tornar-me-ia sombra na noite mais escura quando vos fitasse os óculos de sol.
A mentira ganha, por direito e corrente uso, especializações e actualizações, chegando esta arte menor a todos os lares mais tarde ou mais cedo, fruto do vector principal do processo… o bicho-homem! A idoneidade indígena, o paralisar de expressão e o controlo budista do batimento cardíaco tornam estes pinóquios obstáculos naturais ao mais calibrado dos polígrafos. Detentores de prosápia treinada, resposta articulada tipo arco-reflexo, esquecem os alicerces e constroem mausoléus efémeros, os de pouca dura, os que duram uma noite encantada e ao primeiro raiar do sol cristalizam e colapsam da altura proporcional à ganância da mentira. As razões que levam o sexo oposto a abusar deste condimento são inúmeras e crescem numa razão inversa ao tempo de casamento entre os conjugues. Fala mais alto a suficiente vontade de disseminar as características genéticas por searas alheias à esposa. Mal fadada exigência, esta dependência biológica partilhada a metades. E, a esta razão, juntasse-lhe a caneca, a bola, o sono e a apetência do apetecer sem razão aparente, e viva a liberdade!
“O homem deixa o seu olhar sorrir, não devora uma mulher, admira-a como uma obra-prima. As palavras são subtis, encantam como feitiço, abre os braços para um abraço e toca a mulher como uma deusa.” (Marrilena Salete Ribeiro). Pelos vistos errei, a mentira é céu que cobre homens e mulheres!
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