html PUBLIC "-//W3C//DTD XHTML 1.0 Strict//EN" "http://www.w3.org/TR/xhtml1/DTD/xhtml1-strict.dtd"> O Sexto Centímetro: Outubro 2003

Quarta-feira, Outubro 29, 2003

A MENTIRA: Eu juro...

Concorde, ou não, as mentiras na boca dos homens atingem mach 1 num piscar de olhos. Sem “brevet” e pouco habituadas a altos voos, as mulheres, vêem-se sacudidas por estes projecteis e desejam celeridade na passagem do espaço sideral para a dura realidade sob pena de nunca abandonarem as nuvens em que eram mantidas reféns por meia dúzia de palavras e um sentimento egoísta.
As mulheres não mentem, ocultam pormenores que colocariam em cheque os parcos depósitos intelectuais da bicheza masculina. No entanto, o bicho-homem, procede de outra forma, a banca rota moral deste ecoa gritos de socorro na forma mais terrorista de comércio, a atenção e sedução pela destruição da mentira, fraca troca e tão difundida. Seria barata compra quando os visse de olhos abertos, tornar-me-ia sombra na noite mais escura quando vos fitasse os óculos de sol.
A mentira ganha, por direito e corrente uso, especializações e actualizações, chegando esta arte menor a todos os lares mais tarde ou mais cedo, fruto do vector principal do processo… o bicho-homem! A idoneidade indígena, o paralisar de expressão e o controlo budista do batimento cardíaco tornam estes pinóquios obstáculos naturais ao mais calibrado dos polígrafos. Detentores de prosápia treinada, resposta articulada tipo arco-reflexo, esquecem os alicerces e constroem mausoléus efémeros, os de pouca dura, os que duram uma noite encantada e ao primeiro raiar do sol cristalizam e colapsam da altura proporcional à ganância da mentira. As razões que levam o sexo oposto a abusar deste condimento são inúmeras e crescem numa razão inversa ao tempo de casamento entre os conjugues. Fala mais alto a suficiente vontade de disseminar as características genéticas por searas alheias à esposa. Mal fadada exigência, esta dependência biológica partilhada a metades. E, a esta razão, juntasse-lhe a caneca, a bola, o sono e a apetência do apetecer sem razão aparente, e viva a liberdade!
“O homem deixa o seu olhar sorrir, não devora uma mulher, admira-a como uma obra-prima. As palavras são subtis, encantam como feitiço, abre os braços para um abraço e toca a mulher como uma deusa.” (Marrilena Salete Ribeiro). Pelos vistos errei, a mentira é céu que cobre homens e mulheres!

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Terça-feira, Outubro 21, 2003

MENTIRA: Vergonha não é roubar, é ser apanhado!

A "mentira" não me transmite nada mais que um profundo vazio. Em química, o melhor meio para separar dois corpos é acrescentar-lhe um terceiro. Na vida esse terceiro é a Mentira. Não há mentiras bem e mal intencionadas. Há mentiras! De boas intenções está o Inferno cheio. Ilusões vis, alimentadas pela ignorante preversidade de quem não se estima o suficiente para se assumir em toda a tua plenitude, com as suas virtudes e limitações. Isto é o máximo que consigo escrever sem dizer que indubitavelmente a mulher é falsa e dada a viver de ilusões que cria e a, conscientemente, transmitir aos demais factos que sabe serem fruto da sua mente mesquinha, fértil em acontecimentos fictícios e pródiga na criação de universos paralelos. Para elas rastejar em mentiras é um meio de locomoção tão honrado quanto andar de comboio. É o fim que interessa (o homem). A ferocidade com que lançam boatos e a carnificina que deles advém, para as medíocres, pode ser o meio mais rápido de alcançarem elas próprias a ilusão de grandeza. Que esperar de seres que até na hora de terem prazer mentem? Aliás, mentem sobre tudo: Idade, peso, medidas, implantes, plásticas, experiências, ciclos menstruais, aptidões e gostos... o que talvez (?) indicie alguma falta de personalidade. Uma mulher apaixonada em menos de uma semana deixa de ouvir Tony Carreira para mergulhar em Sepultura e troca marisco por tremoços. Como podem usufruir no sulfúreo estado que o embuste lhes concede? Não se apercebem que quando a senhora da perna curta é apanhada não sobra nada do que foram? Será que chegaram a ser? E como voltam a caminhar de cabeça erguida? Como se plagiam textos na visão e em seguida se enfrenta um anfiteatro cheio de alunos? Gostam tanto de viver as mentiras que mesmo quando o autor é outro insistem e persistem em se manter em cena.
O que faz um mentiroso? A quantidade ou a qualidade do produto? Chamem-me retrógado mas abomino mentiras. Podia ludibriar as presas, usar zagalotes e provocar-lhes danos no couro. Não o faço não por falta de recursos, engenho ou oportunidade, mas porque sou preguiçoso. Viver uma mentira exige muito do seu progenitor. Deixo isso para elas. Digo-lhes “não” e elas interiorizam ”sim”! Há quem julgue que sou frio, distante, desapaixonado, mas prefiro ver-me como sincero e frontal. Na minha vida pessoal, para bem da minha estabilidade, não faço fretes nem almejo fazer concorrência à Santa Casa! Sou um tipo pacato que diz o que pensa e faz o que sente: a verdade.

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PROSTITUIÇÃO:“Give me 5 i´ll give you a 69”

Exceptuando o moralismo congénito que assola, por defeito, todos e cada um de nós, a prostituição resume-se a um contracto de prestação de serviços. De facto, a questiúncula social, deve ser tratada com o pragmatismo dos esclarecidos e comiseração qb para oferecer ao caso a humanidade que as prostitutas perderam quando o destino lhes urdiu um karma tão lutuoso. Mas juízos de valor deixo para os Marcelos Pacheco Tavares, a presunção que habitava em mim sublimou neste desejo primário e último que é a crítica ao bicho-homem.
A prostituição, esta actividade liberal, é do agrado de grande parte dos vais-comer-fora-o-que-tens-em-casa-de-graça-porque-és-burro, esta classe dos bichos-homem mantém incólume características seculares que têm vindo a alimentar este tipo de negócio: tradição, álcool, demência e meia dúzia de trocos no bolso cosido…
O longo e conceituado cardápio erótico propiciado por qualquer rameira é garante do fim da fome para os que pagaram caro o desvendar da sua condição biológica no lar. Agora, depauperados, andam aos restos, levam uma salsicha encarquilhada e querem para acompanhar grelo, a maionese é ao gosto e capacidade imaginativa do freguês, por mais uns euros conseguem que os olhos também comam. O negócio é económico para fidelizar os mais arredios, a variedade de carnes à disposição (romena, brasileira, bielorrusa) também ajuda no crescendo sucesso da actividade e a publicidade veio conceder uma visão globalizante com pasquins como a “Times” a servirem de veículo para os mais distraídos. O já ignóbil acto tende a piorar substancialmente quando, o bicho-homem, se lembra de iniciar nas lides de alterne, a sua descendência. O ritual introdutório na vida adulta facultado pelos pais aos filhos pretende, segundo os próprios, “fazer dele um homem” e dar-lhe uma faca para este não passar fome no futuro em caso de desaguisado matrimonial. E é vê-los (bichinhos-homem) tremer quando são surpreendidos com o produto da acção dos pais e avós, quando vêem nos olhos da mulher que têm à frente a maternidade roubada da sua própria mãe. O bicho-homem é o dínamo de um negócio em ascensão: o da prostituição, o divórcio, as doenças venéreas… E isto tudo para quê? Para quê algodão quando pode ter seda?! Recolham a casa e provem uma boa franga caseira, pelo menos sabem o que estão a comer!

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Quarta-feira, Outubro 15, 2003

PROSTITUIÇÃO: “Give me 5 i´ll give you a 69”


Exceptuando o moralismo congénito que assola, por defeito, todos e cada um de nós, a prostituição resume-se a um contracto de prestação de serviços. De facto, a questiúncula social, deve ser tratada com o pragmatismo dos esclarecidos e comiseração qb para oferecer ao caso a humanidade que as prostitutas perderam quando o destino lhes urdiu um karma tão lutuoso. Mas juízos de valor deixo para os Marcelos Pacheco Tavares, a presunção que habitava em mim sublimou neste desejo primário e último que é a crítica ao bicho-homem.
A prostituição, esta actividade liberal, é do agrado de grande parte dos vais-comer-fora-o-que-tens-em-casa-de-graça-porque-és-burro, esta classe dos bichos-homem mantém incólume características seculares que têm vindo a alimentar este tipo de negócio: tradição, álcool, demência e meia dúzia de trocos no bolso cosido…
O longo e conceituado cardápio erótico propiciado por qualquer rameira é garante do fim da fome para os que pagaram caro o desvendar da sua condição biológica no lar. Agora, depauperados, andam aos restos, levam uma salsicha encarquilhada e querem para acompanhar grelo, a maionese é ao gosto e capacidade imaginativa do freguês, por mais uns euros conseguem que os olhos também comam. O negócio é económico para fidelizar os mais arredios, a variedade de carnes à disposição (romena, brasileira, bielorrusa) também ajuda no crescendo sucesso da actividade e a publicidade veio conceder uma visão globalizante com pasquins como a “Times” a servirem de veículo para os mais distraídos. O já ignóbil acto tende a piorar substancialmente quando, o bicho-homem, se lembra de iniciar nas lides de alterne, a sua descendência. O ritual introdutório na vida adulta facultado pelos pais aos filhos pretende, segundo os próprios, “fazer dele um homem” e dar-lhe uma faca para este não passar fome no futuro em caso de desaguisado matrimonial. E é vê-los (bichinhos-homem) tremer quando são surpreendidos com o produto da acção dos pais e avós, quando vêem nos olhos da mulher que têm à frente a maternidade roubada da sua própria mãe. O bicho-homem é o dínamo de um negócio em ascensão: o da prostituição, o divórcio, as doenças venéreas… E isto tudo para quê? Para quê algodão quando pode ter seda?! Recolham a casa e provem uma boa franga caseira, pelo menos sabem o que estão a comer!

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Segunda-feira, Outubro 13, 2003

PROSTITUIÇÃO: Trabalho ou lazer?

A prostituição é mais uma questão moral que monetária. Definir o grau de indecência de algo implica diversos factores. Não basta limitar o assunto a uma cama de aluguer e uns braços de empréstimo. Não é a carne que é frágil mas sim os valores. Assevero que, o mais elevado génio é apenas a nobreza moral mais elevada. E os valores pelos quais nos regemos não mudam num assomo de insurgência. Qualquer forma de "prostituição" consiste em deformar ou mesmo anular o que em nós há de individual e caracterizante, pela necessidade de captar uma ilusão de ser outro e obter a consideração hipócrita dos demais. É dificil distinguir a fina corda que corrompe e engana da que sustém. Até que ponto não temos todos nós um preço? Quais os limites? Quem os impõe?
Facto irrefutável é que o grosso das pessoas que se prostituem de livre e espontânea vontade, emprestanto literalmente o corpinho ao manisfesto, são mulheres. Muitas preferem passar o dia a abrir as pernas que a atender telefones. Normais e respeitáveis ladies de dia, mas de noite umas loucas onde e com quem (en)calhar. As mulheres desde cedo se habituam a trocar os prazeres carnais por pequenos agrados da parte masculina. Nem que seja uma fracção de segundo na nossa companhia. Não venham com as deprimentes teorias da procura / oferta. Simplesmente recorremos a um serviço profissional,
ao nosso dispor e alcance, que inspira toda a fiabilidade. Porquê integrar a romaria em honra à Stª Euconícia? Porque não?! Somos adultos, é uma transacção comercial tão válida quanto qualquer outra entre pessoas conscientes, e ninguém tem nada a ver com isso. É só juntar o simples ao agradável. Mais vale pagar e ter garantia de satisfação sem encargos emocionais / financeiros adicionais que nos enterrarmos em compromissos sentimentais que mais tarde se revelam investimentos fracassados a todos os níveis. Condeno muito mais uma gaja que engravida para prender um homem que uma que cobra para o satisfazer.
Lembrem uma coisa: um Homem é sempre um Homem e as suas circunstâncias. São opções de vida e não nos compete a nós julgar ninguém. Mesmo em àreas onde parece dificil co-existir a dignidade humana é fundamental que impere o respeito pelo nosso semelhante. Putas são as gajas mal-formadas e dissimuladas que mesmo de borla se esmeram por nos foder o juízo.

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AS PESSOAS MUDAM?: Afinal havia outro!

A ideia de existirmos estanques, prisioneiros de cânones e ideias pré-formadas que manipulam o livre pensamento e asfixiam o livre arbítrio é das coisinhas mais tristes que existem. Quando a barreira à mudança é o vazio intelectual o cenário ganha ares de tragédia e, o então triste, torna-se “pietético”. Só penso em chorar quando ficamos a saber, vítimas de um empirismo demasiado custoso que, quem nunca muda é sempre o bicho-homem. Se a mudança é evolução o bicho-homem não tem caixa de velocidades e tende a ficar parado enquanto bólides femininos passam por ele com a sexta engatada. O homem não muda, aprende a esconder o que é. A partir dos 18 anos é actor licenciado com provas dadas, anseia por audiências temerárias e inexperientes e, para minha grande pena, muitas de nós continuam a cair nestas estreias fac-símile vão de escada. Não poucas vezes somos confrontadas com episódios que, à vista desarmada, podem parecer mudanças, de facto não o são, apenas pedaços de peças mal ensaiados vendidos a preço de saldo. O que dizer de nós? Nós mudamos, somos o que fazemos, existencialistas que têm a coragem de evoluir pela acção de ser melhor, quanto a mim só necessitamos de ler mais críticas de teatro! Quem era Valentino? Um grande actor que queria o mesmo que todos os bichos-homem…o calor do público! Mas o mundo é redondo e roda sobre si mesmo, esta eterna recorrência avisa-nos que, se nunca mudaram, não o farão agora. O bicho-homem herda do prefixo nominal a rigidez animal, o sufixo é só para enganar. Sou da opinião que, se nasce mal, não vale a pena mexer. Entendo sim ser da máxima urgência o cultivar do valor sinceridade. Podem não ser grande coisa mas, se vierem com a ficha técnica e preço, tenho a certeza de saber o que estou a levar para casa. Apoiadas na garantia podemos sempre trocar o nosso produto por outro, baseados em defeitos de fabrico, incluindo dimensões aquém das apresentadas no folheto comercial. Em suma, analisem o produto para evitar a frase: “Afinal havia outro”!!!

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AS PESSOAS MUDAM?: Evoluem, regridem e enganam!

Quem sou eu para contrariar Darwin? Acredito piamente que todos nós, a cada instante da nossa existência, somos moldados como barro. Tais mudanças surgem em resultado de uma adaptação às circunstâncias. O cepticismo acerca do aperfeiçoamento constante de uma pessoa não constitui uma qualidade dos espiritos elevados, mas sim das "inteligências" limitadas e orgulhosas. Digo-o porque sei que a ideia que circula entre as mulheres é que os homens são todos iguais e não mudam. Isto porque as gajas têm o condão de adulterar a verdade a seu belo-prazer, por forma a encaixar, a todo o custo, o sapo no lugar do príncipe. A uma velocidade alucinante, quais Taveiras, esquecem alvarás e ética, e instalam seus andaimes dentro de nós. Vale tudo para ter alguém! Inclusive esquecer que os sentidos, em multidão de casos, percebem de menos. Entendam de uma vez por todas que um homem não se POSSUI, conquista-se a cada fracção de segundo. Ao homem nada adianta ser transparente pois elas edificam seus tronos em estranhas cidades fantasma e, quais sonâmbulas, são dificilimas de resgatar dos braços de Morfeu. Têm uma percepção muito particular das coisas e, quando acordam, são tornados que varrem tudo o que no seu caminho se encontra, independentemente do tempo e trabalho que levou a construir. Especulam e teorizam mas se ao poucos as corrigirmos e peneirarmos, da casca da sua inconsistência, nada sobejará. É espantoso como surge tanta incompreensão de quem sempre transborda de
argumentação mas, na realidade, vive enclausurado em sistemática contradita. As mulheres mudam e não é pouco. São sonsas e falsas, e querem parecer o que não são, chegando mesmo a enganar-se a si próprias. Perdem-se nas suas expectativas. Nós mudamos para bem da nossa estabilidade, evolução e sanidade mental. Somos práticos. Não mudamos para agradar terceiros. Caso contrário estariamos, como elas, a brincar ao faz-de-conta. Podem-se enganar algumas pessoas todo o tempo ou todas as pessoas algum tempo, mas nunca todas as pessoas todo o tempo. Nem tão pouco agradar a Gregos e Troianos.
Meninas, de uma vez por todas entendam que o olho que vêem não é olho porque o vêem, é olho porque vos vê.

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Segunda-feira, Outubro 06, 2003

ORGASMO: Ogre asno


O bicho-homem apresenta, ao nascimento, várias vicissitudes, entre a depleção encefálica galopante e a brutalidade gratuita, surge com igual importância a necessidade de atenção. Baseado nesta lacuna, o criador, apetrechou o homem com uma mangueira da mais alta pressão pronta a despoletar um jacto de líquido espumoso apaziguador das chamas mais necessitadas, por vezes o fogo supera o extintor e, neste caso, é necessário a utilização de mais bocas solícitas para aplacar a conflagração. O orgasmo surge como o culminar da plenitude sexual, um entendimento fisiológico que une o orgânico ao emocional numa fusão faseada e construtiva que resulta do fervilhar titilante derivado ao descarregar maciço duma panóplia de neuroreceptores, tudo para dizer que…sabe bem.
Como não deixa de ser, porque também o é, o orgasmo tornou-se banal na tribo dos bicho-homem. O orgasmo vê-se perdido e achado num tal gesto, digesto, oferecido na clandestinidade das sombras, quando o bicho-homem está sozinho e, entende que o solitário ofídio precisa de lustro. Quando o impulsionador do orgasmo é uma das nossas, e não as duas tenazes que carrega aos ombros, o carácter competitivo do homem sobressai de novo e, o que deveria ser um acto colectivo, passa a ser um sprint em que o único objectivo do animal é entregar-nos o testemunho o mais rápido e fundo possível para conquistar um pódio chamado sono. É verdade, terminada a corrida de 100 metros o bicho-homem deixa-nos a sós para corrermos uma maratona, enquanto isso, o geneticamente abonado desfalece, vencido pela falta de resistência que caracteriza a raça. A existência de uma cobra cuspideira com vontade própria aliada ao roar de urso que antecede o orgasmo não é o melhor sinónimo de romantismo. Se o homem tem o orgasmo nós temos o beijo, é no beijo que nos sentimos mais próximas do outro. Do beijo usamos uma entrada directa para o afecto que não encontramos no egoísmo do orgasmo nem no discurso torpe do bicho-homem. Por isso ouçam bem, gosto dos “Squeeze this please” mas “not in my face”.

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Domingo, Outubro 05, 2003

ORGASMO: O fim que justifica todos os meios.


Tudo se resume a contracções musculares. O sexo nos humanos nunca foi exclusivamente para fins de reprodução. Como justificar o prazer obtido no sexo oral e anal? E que dizer dos adeptos do onanismo? A inteireza do complexo acto sexual faz-me pensar na perfeição do seu simples fim, o orgasmo. Não me vou perder em descrições de tão sublime sensação, nem creio que possa expressar algo que lhe faça juz. Só mesmo o louco orgulho do intelectualismo, que defende o poder do "verbo" crendo jamais haver pensamento e sensação intraduzível em palavras, incorreria fazê-lo. Como explicar a volúpia sobrenatural que toma as rédeas da vontade? O orgasmo é um doce analéptico. Qual red bull, dá-nos asas! Mas, para a mulher não passa só por uma série de reacções fisicas e psicológicas, porque o que pretendem no final do coito é bem mais que essa divinal satisfação. Para elas o orgasmo é mais um de tantos mecanismo com que jogam. Saber o que uma mulher quer é o mesmo que estar diante de hieróglifos fonéticos do Egipto. Não imagino como será estar a levar com "ele" até ao inenarrável climax, mas sei que um gajo tá ali a dar ao cabedal e elas gozam que se fartam. Guincham, arranham, mordem, trepam paredes, mudam de cor, estrebucham, gemem, gritam até ficar sem respiração mas no fim nunca ficam realmente satisfeitas, pois não?! Falta sempre um gesto, uma palavra, um compromisso... uma casa no campo! Umas até fingem o orgasmo! Dizem que para nos poupar de um abalo na auto-estima. Meninas, confessem que a razão porque simulam orgasmos é veicular a imagem de que são umas doidas e nos sentem como nenhuma outra. Como são muito dadas a extremos, há também as que os têm em catadupa: múltiplos! Pergunto: que nos interessa isso a nós depois do serviço feito? Percebam que perguntamos por mera educação! Claro que quanto mais sinceras forem mais têm a ganhar.
Óbvio que o orgasmo é potenciado pela circunstância e o carinho e afecto que se têm – ou não – pela pessoa com quem estamos. Mais vale uma noite passada a queimar calorias com alguém de quem se gosta que a bater uma na casa de banho. Mas uma coisa é certa, se é para arranjar complicações e nos andarem depois a perturbar nos dias seguintes com as vossas dúvidas existênciais, o orgasmo – o que é fruto da masturbação - é o mesmo e temos a garantia de dormir descansados depois de lavar as mãos.

XY