html PUBLIC "-//W3C//DTD XHTML 1.0 Strict//EN" "http://www.w3.org/TR/xhtml1/DTD/xhtml1-strict.dtd"> O Sexto Centímetro: Novembro 2003

Terça-feira, Novembro 25, 2003

RECAÍDAS: Re-Qaeda


As relações não são inabaláveis, o amor de hoje pode ser a raiva do amanhã e a raiva pode ser a semente perdida num solo à espera de melhores dias para tornar a gerar. Quem gosta repete, mesmo depois de uma desilusão. É tão consensual como natural, chamada a estatística da experiência, o sexo feminino é quem mais cede ao terrorismo contido numa recaída. A força que nos move a baixar o orgulho e pedir ao bicho-homem para voltar aos nossos braços, é a mesma que existe na recuperação do cachorrinho que foge de casa. Que ser humano, só mulheres portanto, ousaria submeter um animal irracional vagamente macacoíde, ao jugo atroz de uma doença venérea apanhada numa visita à fauna local da casa de massagens mais próxima?! Sou apologista de uma apólice segura e, por isso os seguro o mais tempo possível. Connosco as acções não podem descer mais, são homens, só podem valorizar nas nossas mãos, se os vendermos baratos podemos ter que os comprar mais caros, o mercado de valores é definidor de labilidade.
No entanto, o bicho-homem também reincide num afecto antigo. De expressão pétrea e de gatas, o cão implora com pedidos tússicos, daqueles que incomodam pela repetição. E como poderia ser de outra maneira?! O estilo feminino inunda a classe e quem se afoga é o bicho-homem, desprovido de bóias almeja o toque do par que já tocou. Normalmente a nossa cedência é paga mais tarde, com juros emocionais e cassação da licença de raciocínio pela brigada ditante… que é o nosso consciente.
As recaídas são como uma escada rolante. Quando encontramos um bicho-homem ligamo-nos a ele e descemos, vítima do convívio com a espécie menor. A relação acaba e quando uma de nós recai, tenta subir a mesma escada, mas esta só desce quando nós queremos subir. Falta-nos a coragem para olharmos para a escada mesmo ao nosso lado, a que sobe para o patamar onde já fomos felizes. Por vezes o status quo é a medida mais profilática que obvia uma cura mais penosa.

XX

Terça-feira, Novembro 18, 2003

RECAÍDAS: Relação yo-yo


A maioria dos sufixos “re” remetem para a repetição. Reviver referências passadas (cópias pobres de originais). Tentativas desesperadas e medíocres de retomar um caminho coroado com fracasso que desta feita, por obra de Santa Engrácia, culminará com sucesso. Como se fosse possível negar as evidências e vergonhosos resultados anteriores. Impõe-se uma questão: qual o real significado da recaída?
O homem é um reagente e, como tal, limita-se a reconhecer e analisar determinado quadro. Uma recaída é nada mais que voltar a rebolar no feno com alguém que se demonstra solicito a tal façanha circense e com quem já existiu intimidade. Não é o reatar de porra nenhuma! É somente um processo lúdico e recreativo. Pensem comigo. Do ponto de vista etimológico a palavra “recaída” implica “tornar a cair”. Para bom entendedor meia palavra basta - continuarei sem me poupar em explicações para a eventualidade de estar alguma donzela a ler. Para nós é prático e simples o processo de voltar a cair em cima delas. Não tem nada que saber. Caimos, levantamo-nos e pomo-nos a andar. Qual é a dúvida? Porque raio teimam em acalentar algo mais? Que pode existir de tão proficuo em estar disposto a investir e ver todo o seu empenho e amor-próprio ser recalcado para o mesmo buraco de outrora? Que tem a negação de tão aliciante para que as mulheres insistam em nela permanecer?
Para elas somos eternos Cristos em estado de ressurreição. Uma recaída representa o reacender da chama olímpica. Um simples beijo a uma ex traz a reboque um pedido de reconciliação. Um rebuçado não lhes serve para adoçar a boca mas para as tornar sedentas. E adivinhem quem tem que lhes matar a sede no infindável deserto onde vagueiam sozinhas com os olhos pejados de areia!
Amiguinhas, recaídas são recrudescências. Transparecem falta de maturidade e auto-conhecimento. Já é mau brincar com a nossa vida e sentimentos quanto mais arrastar outros no nosso mar de indecisões. Que é isso de tentar novamente? Porquê dar mais chances a quem não foi digno das anteriores? Esquecer e perdoar são coisas muito distintas e a redenção é responsabilidade divina. Se a relação terminou e voltam a encontrar numa aula de ginástica acrobática aquele que muitas noites vos abraçou em frente à TV, não significa que tenhamos tido saudades vossas, nem sequer pensado em vocês – coincidências acontecem! Nem se julguem exímias a saltar ao trampolim pois significa, apenas e só, que havia uma mulher disponível e um homem disposto. Caso encerrado… sem direito a recurso!

XY

AVENTURA:“ Carpe diem”


Adivinha-se, e é aposta segura, que o sexo mais dado a aventuras é o outro, escuso-me a escrever o que, por si só, carece de explicação. O epíteto aventureiro cola-se ao bicho-homem e é legitimado pela liberdade que este usufruiu ao longo dos tempos. Com o veto de carácter permanente infligido pela manada a qualquer saída que ultrapassasse a cozinha, o objectivo máximo da mulher era não queimar o tacho e manter quente o forno para o enchido em brasa depois de saciada a gula. Sufocadas pelo peso ancestral do machismo, só agora começamos a dar os primeiros suspiros, dádivas controladas mediadas pelo bicho-homem, elas próprias sinal do paternalismo hipócrita. Talvez a nossa maior aventura seja mesmo o suplício eterno do nó matrimonial, com todos os perigos e incertezas que este acarreta.
Por outro lado, a compreensão que o sexo das imperiais tem da aventura, é muito simples – sexo fora de portas. Confusos com o espartano da explicação? O bicho-homem é assim, um espelho que só reflecte depois de uns copos bem medidos, “in vino veritas” desculpabilizam-se eles. São gafanhotos de perna curta, unidos pelo desarranjo hormonal que partilham. Constituem presas fáceis, vítimas do odor fétido a testosterona, autênticos joguetes manobrados pelo nosso olfacto treinado em alta perfumaria. A própria palavra, aventura, semanticamente tem outro significado para o bicho-homem. Para o paquiderme, aventura, é uma palavra composta com o prefixo de negação “a”, daí resulta a negação da sorte “ventura”, logo temos que qualquer proeza realizada pelo salteador da anca perdida está destinada ao infortúnio.
Para quê subverter a confiança de uma relação e vender barato a responsabilidade, em troca da adrenalina conseguida num momento efémero e inconsequente?! Como Horácio disse a um amigo - “Carpe diem”- aproveita o dia de hoje de forma inteligente e esquece os sonhos para o amanhã, pois nunca sabes o que o destino te reserva. Amiguinhos bichos-homem, contentem-se com a que têm e dêem graças por a terem conseguido, isso sim foi uma aventura.

XX



Terça-feira, Novembro 11, 2003

Aventura: quem não arrisca não petisca!


É mais importante viver ou dizer que se viveu? A resposta depende do sexo de quem responde. A mulher nasce com as perninhas dos cromossomas da coragem e da vontade atrofiadinhas. Não pretendem levar a cabo quaisquer esforços ou abdicar de algo para conquistar porra nenhuma mas tão simplesmente aumentar as contas bancárias, agarrar um bom partido e inflar os egos. São uma espécie de pêndulos múltiplos que avançam e recuam, para lá e para cá, sem sairem do mesmo sítio.
Presas aos seus preconceitos não fazem nada, não dizem nada, não são nada! Para evitar criticas deixam-se ficar àquem do que nem sonham poder ser, sentir ou alcançar, conformadas com o seu fado. O medo de errar e de serem julgadas pelas da sua corja é a porta que as tranca nas masmorras da sua mediocridade. Temem o inesperado e dispensam o desconhecido, o conhecimento e o crescimento pessoal que a entrega à aventura e ao querer proporciona. Vivem a anos-luz da realidade, passam ao lado de ene vivências e por isso vivem a tropeçar nelas próprias. Julgam as nabas que somos nós que as rasteiramos quando no fundo, de tanto quererem fazer o certo, acabam por se estatelar no óbvio. Erguem obstáculos que temem ultrapassar e abrem portas que não sabem fechar. Ou pior ainda: nem ousam tentar. Viver é tentar! Ir à luta e desdentar o mundo que boceja de inércia. Se não buscarmos o inesperado não o encontraremos. O que se busca numa aventura não é a paz, conforto ou satisfação da tarefa cumprida. É a adrenalina, meninas! A novidade. Tentar agarrar oportunidades. O sangue numa fuga desenfreada. O coração a um ritmo alucinante. A incerteza. Nada mais.
Tentar fracções de segundo sublimes. Momentos! Viver também significa fazer as coisas erradas sem que para isso se tenha que queimar incensos, consultar o tarôt, falar a todas as amigas e passar noites em branco a congeminar todos os quadros hipotéticos possíveis. O ser humano só aprende se tiver coragem para testar os seus extremos. Este era de resto um dos pilares em que assentava a lógica do Marquês de Sade. Um homem, claro! Se fosse mulher por certo diria que todos nos devemos conformar com o que o destino nos reserva, sem fazer muitas ondas, porque o vazio também enche a alma.
O gosto pela aventura é uma combustão interna à qual não devemos resistir sob o risco de nos acabarmos por consumir aos poucos pelo que poderia ter sido. O que tem que ser tem muita força e por alguma razão as mulheres são o sexo fraco! Querem aventura? Mergulhem a roupa no tanque e toca a combater as nódoas. Quem se contenta com pouco acaba por ter pouco.

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CASAMENTO: Q´azar casar...


O Casamento acontece quando os anticorpos inscientes masculinos à eterna união colapsam; rendidos a uma superior insistência feminina. Para a mulher, casar é a apoteose, a inflexão esperada à muito, o afunilar de dois destinos num rio que desagua no oceano “pacífico”.
O prefixo da palavra é denunciador, o casamento resume-se a uma união entre 2 pessoas que, nos primeiros tempos e encarceradas numa casa, vivem a resistência um do outro com sorrisos suportados pela pressão das famílias e pelos euros pagos na boda.
O acontecimento mais próximo do enlace matrimonial é um campo de batalha… ganha a contenda quem trouxer o maior número de convidados, o melhor carro ou o fato com a etiqueta mais conhecida. Os padrinhos são testemunhas oculares do incidente, aquele bicho-homem é capaz de tudo, mentir perante uma plateia, a um membro do clero e sob a visão ubíqua da divina providência. Mas a festa é bonita e o verdadeiro arraial só começa quando os convivas se sentam à mesa. As últimas aferições demográficas da movimentação de massas, em cerimónias nupciais, indicam que a vara (conjunto de bichos-homem no banquete) movimenta-se para as secções de mariscos e enchidos, estudos há que indicam uma relação entre esta migração de massas porcinas e o decréscimo das reservas de álcool no espaço que recebe o festim. Cedo a bebida acaba e a romaria é aos S´s, um prolongamento automobilístico do baile anterior.
A importância da lua-de-mel ficou ultrapassada pela emancipação sexual da mulher, a gula do homem já foi há muito saciada e, a única fome que o quadrúpede ginasta demonstra, é pelo silêncio da cama. O inusitado acontece quando passados 6 meses o nosso bichinho de estimação ainda não nos surpreendeu com um telefonema, para avisar da reunião extraordinária que iria ter efeito noite dentro, seja ele varredor ou empresário, a reunião nocturna é uma instituição e a amante os fundos que a mantêm.
Os casamentos são cerimónias com desfechos trágicos, são-no na medida do possível, o possível é baixo e as surpresas são grandes quando do naufrágio surge a bonança, casos raros. As promessas veladas proferidas no palco dos sonhos foram há muito esquecidas, é uma das funções do tempo, apagar….

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Domingo, Novembro 02, 2003

CASAMENTO: Até que o advogado os separe!


O que anuncia a marcha nupcial? De repente urge reestruturar prioridades e tudo o que até então aconteceu entra em luta com o que poderá vir a acontecer. Porquê casar com uma mulher e enveredar por uma vida de renunciação quando podemos manter uma existência digna de sultão? As mulheres compreendo, nascem logo movidas pelo magnetismo suicida do enlace, numa tentativa desesperada de colmatar as suas inumeráveis lacunas com a pleneitude masculina. Logo em pequenos é ver-nos empenhados em dar uns chutos na bola e elas a conspirar com a Barbie uma artimanha para fisgar o pobre Ken.
O casamento não deveria surgir como o degrau seguinte a que se sobe com conformismo. Devia ser um salto em queda-livre. Num sentido puramento metafórico, a busca da adrenalina pura. Querer mais. Querer tudo! Casar não serve só para alcançar benefícios fiscais, sair de casa dos pais, ostentar uma aliança e constituir familia. Viver com alguém significa tolerar os defeitos da pessoa. Aceitar as suas diferenças e ideossincrasias. Baixar todas as defesas. É o desafio supremo da socialização. Um risco. É desejar descubrir alguém durante o resto da vida. Alguém que, mesmo quando grita, nos proporciona um ímpar equilíbrio, paz e serenidade. Em suma, alguém que saiba abrir o frigorífico e trazer-nos uma cerveja!
Não é querer tornar uma pessoa nossa mas saber que nos pertence. E, futuras esposas, acreditem que tentar que deixemos de ir ao futebol com os amigos desvirtua tudo. É impressionantemente que as mulheres continuem a julgar que o casamento, como que por passos de magia, transforme um homem. Mas, se casam connosco já a acalentar o secreto desejo de que mudemos, será que é de nós que gostam? Não gostarão elas da imagem que projectaram para elas?
Decididamente o casamento já não é o que era. Hoje é o casa-descasa. Há, a todos os níveis, quebra de valores. A emancipação das mulheres veio estragar tudo. Andam muito tempo com o nariz colado nas montras e o resultado é uma menor entrega à casa e a factura a pagar muitas vezes é a separação. Quem tenta fazer tudo acaba por não fazer nada.
Nós procuramos alguém com quem construir paulatinamente algo, nascido da ocasião, da necessidade de amar e partilhar e elas querem cumprir rituais à paulada. “Não está na altura de casarmos?” Não!!! Nunca está!! Às vezes é mesmo só para não nos chatearmos que cedemos aos seus chamamentos. Para não dar por perdido o tempo investido na relação esquecemos que o prazer e o segredo da felicidade não consiste em fazermos o que queremos mas sim em querermos sempre o que fazemos. E, com tudo isto, não percebo porque raio o Santo casamenteiro é um homem. Onde andaria Stº António com a cabeça? (não era essa)


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DESEJO: Apetecia-me algo… bom!


É com profundo pesar que informo as debutantes na caça do bicho-homem que devem optar pela sugestão do mordomo e contentarem-se com os chocolates do anúncio. O desejo é sonho e quando constatamos que os príncipes encantados estão escondidos nos livros de histórias vemo-nos à mercê de pesadelos ambulantes. A futilidade de que somos acusadas está à partida explicada, mas reparem nesta chegada - para quê desejar bichos-homem nivelados por baixo se as lojas mudam as montras de mês a mês?
O desejo é maçã no jardim de cimento armado que nos alberga, maniatadas neste planeta azul pontilhado por pontos vermelhos, sobra-nos a vontade libertadora de cobiçar, fruto do fruto proibido. A vontade escondida no desejo é animal de caprichos, um companheiro inseparável do bicho-homem, é balança não aferida com tendência enganosa pendente para o sexo oposto. Esta necessidade extrema pela mulher alheia, não é mais que o desejo no seu estado mais primitivo, um homem manobrado pelo desejo fará tudo para apagar o fogo que o consome, a maior vitima é a escrava a quem obrigou caminhar uma via-sacra matrimonial e a quem ofereceu a tutela dos filhos e da cozinha. São uns generosos estes bichos-homem! Por vezes o desejo masculino/bovino confunde-se com a cobiça, inveja, fome ou mesmo com o grau de salivação proporcionado pelo Ramadão infligido pelas mentes femininas mais atentas. Mas a confusão nunca toma as rédeas do cérebro garanhão, há sempre uma ponta que aponta e facilita o processo de escolha. Como se de um cavalo se tratasse, o nosso equino, procura incessantemente prados verdes, na vã esperança que o trote impressione objectos de desejo femininos, para o consumo rápido. Normalmente esta cavalgada é muito mais rápida, cingindo-se ao quiosque da esquina nos momentos de maior aperto, tudo bem que essas damas de revista só têm 2 dimensões mas, o dinheiro que se poupa em actos românticos e o trabalho cardiovascular contido num energético trabalho braçal, a uma só mão, equilibra a perda com ganho.
Mas as mulheres não dormem! Lembrem-se que um dia as vossas esposas vão ficar grávidas e, numa noite de chuva, vão ceder ao capricho culinário mais absurdo. Um desejo chamado vingança ou uma vingança chamada desejo??!!

XX

DESEJO: A mola que gera a acção.

Homens e mulheres partilham das mesmas necessidades e vontades. São fruto da mesma costela e vivem as mesmas emoções, embora isso por norma aconteça com intensidades diferentes em alturas e situações imprevisiveis. A questão é o que fazer do desejo? Esconjurar o diabo, quando Ele está em nós, nem sempre é assim tão fácil. Nem sei até que ponto será legitimo. Mas que percebo eu de Demonologia? O desejo provoca em todos nós, homens e mulheres, pequenos lapsos na razão.
Desenganem-se os que pensam que aceito de ânimo leve o adágio de que "a carne é fraca". Nada disso. Nós, os machos Alfa, sabemos muito bem quem somos, o que queremos e onde vamos. Sobretudo onde queremos chegar (no meio é que está a virtude). As mulheres, essas, é que usualmente se deixam andar ao sabor da maré e volta e meia apercebem-se, da pior maneira, que o vento nem sempre sopra a favor.
Iludem-se a elas próprias. Quando levados pelo desejo nós nunca esquecemos que algo curto, embora possa produzir, de vez em quando, um efeito brilhante ou vívido, nunca produz um efeito profundo e verdadeiro. Já as mulheres, provavelmente fruto de uma mal-formação genética que se arrasta desde Eva, insistem em cometer o erro de achar que o desejo é um começo, um sinal, uma certeza nem sei de quê. O desejo quando desprovido de quaisquer afecto é como que um fenómeno vulcânico, maravilha visual, cuja torrente de lava que cobre o solo queima enquanto corrói. O desejo é um cabo de alta tensão e as mulheres nem uma lâmpada sabem trocar. Quando o fazem acabam por provocar curto-circuitos que não deixam outra alternativa que não mudar toda a instalação eléctrica. Nós não nos regimos mais pelo desejo que as mulheres, simplesmente sabemos lidar e separar as àguas (prova disso é Moisés). Não fazemos disso o nosso modus vivendi, mas somos mais pragmáticos. Se quero e posso, porque não? Agora vocês meninas, se querem ter desejos, conformem-se pois a única forma é esfregarem a lâmpada com jeitinho. O génio vem cá fora e depois de os realizar: desaparece!

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