html PUBLIC "-//W3C//DTD XHTML 1.0 Strict//EN" "http://www.w3.org/TR/xhtml1/DTD/xhtml1-strict.dtd"> O Sexto Centímetro: Janeiro 2004

Terça-feira, Janeiro 27, 2004

Adolescência: Parecem bandos de pardais à solta...


A adolescência, do latim adolescere que significa “crescer”, sucede-se à infância e antecede à idade adulta. A adolescência é um fenómeno tipicamente humano, ou melhor, típico de certas sociedades e que tem uma evolução claramente positiva nas mulheres enquanto que, drasticamente, os homens se vêem presos nesta etapa das suas vidas por um período, na maior parte das vezes, ad eternum.
É nesta fase que se começa a perceber o significado de lealdade: capacidade de se ser fiel, que nós temos e eles nem tão pouco sabem o significado pois trata-se de informação demasiado rebuscada para os seus pequeninos cérebros de amendoim.
É igualmente nesta altura que o adolescente (vulgo, o puto) se vê a si próprio iludido com a idéia de um ser único integrado na sociedade, mergulhado na crise de identidade que o acompanha ao logo de toda a sua vida.
Identidade é aqui entendida como o culminar de três áreas básicas de definição, isto é, a identidade sexual, a identidade profissional e a identidade ideológica. Para os nossos putos, apenas uma interessa: a identidade sexual que, de resto, também não são capazes de atingir em qualquer período das suas vidinhas.
Nesta pseudo-identidade sexual a relação que inicialmente começa desta forma vai posteriormente transformar-se à medida que o sujeito vai procurando ficar mais seguro de si, embora sem o conseguir, deixando de procurar no outro uma extensão da sua própria mão e vendo-se confrontado com o aprender a relacionar-se (até hoje sem qualquer sucesso) de forma civilizada.
A confusão de papéis, tão comum nestes aprendizes de homens, resulta da não superação da crise de identidade, uma vez que é claro e óbvio que não são biologicamente dotados de tal capacidade. O adolescente-puto necessita de assumir diversas atitudes/papéis na busca de uma única imagem que irá adoptar ao longo da sua vida: a de parasita que vegeta pré-historicamente frente a um televisor, envergando o comando de forma ameaçadora e espumando cerveja pelos cantinhos da boca enquanto grita diversas ofensas verbais ao ecrã do televisor.

XX


Adolescência: Ser ou não ser, eis a questão


Adolescência, o período em que um “sim” ou um “não” podem mudar uma existência. A idade das possibilidades, das grandes ocasiões para amadurecer e boas oportunidades para construir uma personalidade madura. Ou, no caso das raparigas, de codificar mentalidades descompensadas, raquíticas e condenadas a um colectivismo nivelador e carneirista. E é vê-las em rebanhos, juntas e histéricas, a balir sobre assuntos que lhes são absolutamente capitais: roupas, compras, penteados, pinturas e curtes. Manadas a desfilar de um lado para o outro, a ostentar as tetas que não têm e a espalmar intrigas sobre as que lhes são diferentes, que prontamente apelidam de “vacas”.
As hormonas fervilham e as puritanas iniciam-se não na arte da sedução mas sim do ilusionismo (só elas vêem coisas que não existem).
Gostam de tudo e de todos os que a maioria gosta e tentam por quaisquer meios alcançar o estatuto de deusas, agradando. São como a água que enche todos os vasos mas não conserva forma nenhuma. As outrora adolescentes, designadas nos dias de hoje por “pitas”, movem-se num labirinto de contradições, alegria transbordante versus indissociável tristeza, idealismo utópico versus hedonismo torpe, princesas ou monstros... E, no turbilhão desta dialéctica, a razão desorienta-se e perde-se para nunca mais se encontrar. Assim que se explica que já na fase adulta a mulher demonstre dificuldade em tomar decisões e atitudes. Vivem desde a menarca em eterno e sistemático SPM. Em suma, assim que começam a possuir discernimento e conhecimento para pensar per si tornam-se indecisas e dependentes.
Nós também sofremos transformações corporais e psicológicas mas não mudanças bruscas e surreais ou esta urgência em quebrar laços com o passado recente. Quanto à acusação de mentalmente demorarmos mais a crescer e dos muitos comportamentos imaturos que nos são imputados, deve-se ao facto da sociedade nos negar o direito de actuar como adultos. Não mudamos por imposição, evoluímos com naturalidade.

XY


Domingo, Janeiro 18, 2004

PROMESSAS: He loves me, he loves me not...


Desenganem-se os que pensam que irei falar da malta que se ajoelha e percorre kilometros em nome de um milagre! Até porque, relativamente aos homens-besta, nem mesmo um milagre poderia prover-lhes aquilo que mais lhes falta: um cérebro! E que funcione de forma a, pelo menos, assegurar os serviços mínimos!
Não! Vamos falar daquilo que eles menos cumprem: as promessas que nos fazem! E não vale a pena tentarem negar, dentro de cada um deles existe um político: fazem muitas promessas e não cumprem nenhuma! E, quando cometem o pequeno deslize de cumprir parcialmente alguma, ou é por engano e mero acaso do destino, ou já vem tão fora de prazo que não há perdão que resista!
As únicas promessas que cumprem prendem-se com assuntos directamente relacionamos com o fazer prova da sua (pouca) masculinidade: Futebol e Cerveja (não necessariamente por esta ordem, mas preferencialmente ao mesmo tempo).
Quando é para cumprirem promessas tão importantes como a nossa satisfação sexual, amor eterno ou fidelidade transformam-se subitamente em grandes atletas da meia maratona e é vê-los correrem para a medalha de ouro que, logicamente e por diversas lacunas típicas desta espécie, jamais conseguirão alcançar!
A prova mais flagrante de que as pequeninas bestas não têm palavra é esse grande mito animado: o Pinóquio! Ora cogitem comigo: o Pinóquio era o quê? Um rapazinho de pau com uma particularidade muito especial que é comum a todos eles: mentia! Só lamentamos que ao Pinóquio crescesse o nariz e que infelizmente a estes nem o nariz nem nada que mereça relevo (apesar de estarem convencidíssimos do contrário)!
Em resumo: não cumprem porque não têm palavra. Não sabem o significado de Honra. Associam o cumprimento das promessas a um sacrifício imenso, fazendo-as com o forte desejo interior de que nós nos esqueçamos do que prometeram e os libertemos do peso de consciência que, de resto, nem vão sentir, simplesmente porque nem tão pouco possuem tal capacidade!
As únicas promessas que lhes interessam são aquelas contratadas pelos seus clubes de eleição! E qual a forma mais rápida e eficaz de conseguir tudo isto? Prometendo TUDO e cumprindo NADA!
Amigas, se querem acreditar em algo saibam que os únicos momentos de verve em que o sexo oposto cumpre estão ligados à fruição sexual que pode daí advir. É um desfile de acessórios cénicos e faço-e-aconteço até à hora H. Depois de içarem as carcaças fatigadas e satisfeitas do nosso leito não se preocupem mais com os príncipes encantados... Eles depois logo ligam!

XX

PROMESSAS: De boas intenções está o Inferno cheio!


Por mais que usemos de frontalidade e sinceridade nos relacionamentos com o sexo oposto, de nada adianta. Nem mesmo gritando-lhes a realidade aos tímpanos, porque as dormentes só ouvem o que lhes convém (o que é curioso já que são sobejamente conhecidas por emprenhar pelos ouvidos). Aquelas cabecinhas não se coibem de recorrer ao toque de Midas para dourar a pílula. Não somos nós que as enchemos de promessas mas elas que, gozando de uma infantil insensatez, criam um mundo de expectativas, quais coelhinhos da Duracell, sem carne, sem sangue, sem alma… limitando-se a bater aqueles címbalos interminávelmente, enquanto tingem tudo de cor-de-rosa, com um sorriso estampado no rosto. Rosto esse que, fruto dessa mania que têm de cuspir no molhado, acaba mais tarde por se transformar numa tromba na qual as portas se fecham sem só nem piedade. Depois os maus da fita somos nós! Cobrem-nos de adjectivos, àpodos e cognomes duvidosos, em nada prestigiantes, chegando mesmo a capacidade que possuem para latir cobranças a atingir níveis disparatados! Nós não mentimos… Porque acham que Deus enviou à terra um filho homem? Porque era o único meio de estar seguro de que ele não Lhe falharia.
Não necessitamos de dons adivinhatórios para profetizar finais burlescos em que encarnamos o monstro insensível e vil, quando na verdade elas é que insistem em permanecer num estranho estado de torpor metabólico. Vivem num doentio universo paralelo onde os sentidos são anestesiados ao extremo, negando as evidências e a invasão perceptível da barbárie dos acontecimentos. Tenho para vos diagnosticar, minhas amigas, demência precoce! Quem promete e não cumpre são vocês. Prometem uma convivência tranquila, repleta de sorrisos e sexo, mas até os mais distraídos cedo se apercebem que tudo não passa de publicidade enganosa.
O problema é que nem tudo é exequível. Quando as coisas dependem de terceiros a responsabilidade do fracasso deve ser repartida. De nada nos adianta magicar fantasias colegiais quando por baixo desse trajo se encontra um corpo espartilhado por frustações e desejos de vingança, que transborda caprichos. Os vossos actos contrariam as vossas palavras… e o olhar trai o pensamento. Confessem de uma vez por todas que o que vos enraivece não são as promessas que ficam por cumprir e os projectos para concluir mas o facto dessa vossa falsa sofisticação vos falhar constantemente.

XY

Segunda-feira, Janeiro 12, 2004

Futebol: Hooligans don’t fall in love


Desiludam-se os frenéticos fãs deste fenomenal blog! Desta vez não conseguirei alcançar as vossas expectativas e temo ficar derradeiramente aquém do que seria de esperar! Ainda assim, aí vai um tiro no escuro.
Ah! O Futebol! Essa linda palavra começada com a letra F! F, claro está, de Futebol, de Faneca, de F... criai e multiplicai-vos! Uma palavrinha tão... INÚTIL! Tão pouco... Fashion! Mas eles gostam! Gostam, veneram, fazem tudo por ela!
Pessoalmente não vejo qualquer interesse em ver 22 homens suados a correrem atrás de uma bola, com outros dois a ladeá-los e um outro, de luto, que os persegue e ameaça continuamente e que, ao fazê-lo, parece coincidir com o momento de grande gáudio da maioria dos homenzinhos!
Mas enfrentemos a realidade: atravessamos uma época em que o fenómeno futebolístico está em plena progressão e em que, em Portugal, estamos a poucos meses do Europeu desta modalidade (Euro 2004), nada mais pertinente do que abordar este tema, avaliando-o sob o ponto de vista do homem-besta, fã assíduo desta modalidade tipicamente masculina.
O mundo degradante do futebol permite grandes e escabrosos negócios, que se sucedem por entre uma malha de cifrões, que não parece ter fim nem limites. Neste contexto, compreende-se o comportamento da besta que entra no estádio sabendo que pagou um balúrdio de euros, convicto de sair daquele antro com uma vitória duvidosa da sua equipa.
O mundo é deles, só compreendido por eles, e sem interesse ou lógica nenhuma! Não importa quem joga melhor, quem ataca melhor, quem merece ganhar, a mãe de quem se ofende ou quem se tem que se brutalizar desde que seja do clube adversário e que a nossa equipa ganhe. Caso não ganhe sempre lhes serve de consolo terem espancado um adepto da claque contrária!!
Esta modalidade também serve de mais um pretexto, entre tantos outros, de eles nos ignorarem! De nos abandonarem à mercê de um frigorífico cheio de cervejas e de um armário de cozinha repleto de amendoins salgadinhos e cajus enlatados! De preferirem claramente as cotoveladas das filas para entrar no estádio às cotoveladas das aproveitadoras que, em época de saldos, tentam passar-nos à frente com o artigo que tínhamos debaixo de olho! No fundo o que eles desconhecem é que a ida ao estádio é a única forma que encontraram para se revelarem tudo o que são. Criaturas movidas pela irracionalidade que se envolvem em pancandaria e insultam o seu semelhante sem qualquer fundamentação para tal. O Futebol realmente não é um desporto para senhoras... é uma modalidade que, quando praticada na bancada ou no sofá, serve de ópio para acéfalos!

XX

FUTEBOL: Fora de jogo!


Como se não bastasse a medonha inaptidão para toda e qualquer prática desportiva, resultado de uma hilariante descoordenação motora, a mulher – esse ser intelectualmente esclarecido e desenvolto – permanece distante da assimilação desta arte maior: o desporto rei!
Nem o facto de se tratar de uma actividade que envolve 22 corpos masculinos trabalhados, suados e à mostra, lhes parece servir de incentivo. Dizem elas que é um espetáculo deprimente cuja função é satisfazer os pobres de espírito, parcos em conhecimentos e interesses que careçam de qualquer labuta cerebral. Suponho que passar o dia enclausurada num centro comercial, a olhar para montras e regatear artigos em saldos resulte portante em sinapses enriquecedoras.
De qualquer forma não me parece que um estádio seja o local próprio para uma “senhora”. Aceito que haja mulheres nas bancadas, mas não as minhas! Não vejo lógica em estarem presentes em algo que não está ao seu alcance compreender. É um jogo de equipa que envolve alguma afectividade da parte do adepto. Não é à toa que se diz que um homem muda de tudo menos de clube. Não são só os jogadores que se entregam em campo, o espectador vibra nas bancadas porque o futebol proporciona a todos os que o acompanham um leque abissal de emoções. Não são 90 minutos aos chutos num esférico. São linhas de passe e visões de jogo, transferências, lesões, selecções, pressões, substituições, conferências de imprensa, suspenções, esquemas de balneário, cântigos, indumentária, suor… é vibrar e numa fracção de segundo ir aos céus ou ao inferno.
Estou igualmente convencido que a aversão genética de que padecem as damas se deve a desde tenra idade verem o desporto (neste caso o futebol) como um obstáculo à convivência connosco. Deixar-vos jogar seria um atentado às nossas canelas! Já para não falar que torna-se dificílimo manter a serenidade quando tudo o que vocês fazem quando a bola rola na vossa direcção é berrar que nem umas cabras. De resto o futebol feminino resume-se a uma sinfonia de balidos! É o salve-se quem puder!
Contudo, não deixa de ser curioso que algo que move multidões não mova uma única mulher com a intensidade almejada. Não só no futebol, mas como em qualquer outro desporto, é crucial que se desenvolva um sentimento de pertença, uma filosofia e forma de estar, que o sexo feminino não é capaz de realizar por se encontrar genéticamente programado para o jogo de panelas. As herbívoras não entendem porque usamos o relvado para jogar futebol. Nem perderei o meu tempo a explicar porque sinceramente o que vos compete saber de trás para a frente são os programas da máquina de lavar.

XY

Segunda-feira, Janeiro 05, 2004

PRIORIDADES: O sentimento de entumescência!


A palavra prioridade deve encontrar-se no dicionário masculino na letra "c". "C" de carros, "c" de cadelas e "c" de c... (recuso-me a escrever esta palavra de conotação tão reles). É verdade minhas amigas... não necessáriamente por esta ordem, estas são as prioridades dos nosso doces rivais. E desenganem-se as mais crédulas que acreditam que relativamente à parte que nos toca, representamos muito mais que um orgão genital ordinariamente apelidado.
De entre todos os temas possíveis e imaginários, eis que nos surge numa noite de nevoeiro este em particular que, para nós mulheres abarca um sem número de hipóteses e, para eles, reles homens-bestas não passa de um parco temazinho que gira única e exclusivamente à volta de um ponto: aquilo a que eles chamam de virilidade e que nós preferimos intitular de "sentimento de entumescência". E perguntam vocês: "O que é o sentimento de entumescência masculino"? Pois bem, como o próprio nome indica, relata a experiência única que eles sentem (e sentem mesmo porque não têm a nossa capaciadade de "fingir" só para nos agradar) quando nós lhes damos o beijo certo na altura certa e no sítio certo! E quem diz beijo diz outra coisa qualquer! O facto é que eles não conseguem dominá-lo nem amestrá-lo! É a altura em que eles perdem todo o controlo da situação e deixam que aquele pequenino "homenzinho" assuma o comando!
A sua única prioridade é então reunirem-se em bando no bar da esquina e entre uma cerveja e outra, no intervalo da bola, discutirem entre eles e provarem, por A + B, que foram capazes de atingir o maior número de entumescências possíveis e imaginárias, no mais curto espaço de tempo e com o maior número de parceiras alguma vez visto (se possível em simultâneo). O espectáculo não pára! E, à medida que a noite avança e o consumo de álcool acompanha toda esta verborréia mental, que chega na maioria das vezes a razar a esquizofrenia, tende a piorar de interesse!
Aquelas mentes são tão perversas e, simultaneamente incapacitadas, que à medida que se esforçam para serem melhores e mais entumescentes que o vizinho do lado, transformam os seus discursos em verdadeiros atentados à inteligência! Se estivermos a falar de um adolescente de 16/17 anos o cenário não parecerá tão sombrio. Contudo, este mantém-se ao longo da vida deste ser insensível, senão mesmo intratável. Nem mesmo a percepção da mortalidade, inerente à idade, reformula a lista de prioridades do inergúmero de três pernas.
Será que ninguém os pára?

XX

PRIORIDADES: O código do relacionamento!


Existir num espaço onde está mais que uma mulher, sem existirem regras previamente estipuladas, é inconcebível. Perdão, tal lugar existe e é vulgarmente designado por “galinheiro”! Mais uma vez o problema das donzelas parece ser o vergonhoso desconhecimento sobre o que as rodeia. São duras de rins. Superficiais, como não se coibem em revelar, limitam-se a ver e sentir tudo com uma assombrosa leviandade. Já o homem, metódico e empenhado, mergulha e nada consoante a corrente. Não, minhas queridas, ao contrário do que tanto desejariam e apregoam, estamos longe de centrar as nossas prioridades entre as vossas pernas (até porque correriamos o risco de as perder de vista). Nem tão pouco nos regimos por frustações e pulsões sexuais! Tudo se resume a poder e realização pessoal, coisas que o sexo feminino se encontra genéticamente impossibilitado de poder sequer imaginar, uma vez que a sua principal (e talvez única) prioridade passa por pertencer a alguém! E esta sua quimera mantém-se tristemente incólume a vivências e acontecimentos, prova cabal sua deplorável falta de ambição e personalidade.
Somos seres em constante evolução e é suposto crescermos e vermos brotar projectos (motas, carros, casas). Objectivos que nascem da vontade de fazer a diferença em nós e por nós. A mulher é incapaz de tal façanha. Elas só querem alguém que as queira. Deprimente e patético, mas real!
Posto isto, o aparente estado confusional a que se entrega o sexo oposto quando confrontado com a nossa lista de prioridades, faz todo o sentido. Bem como o disparatado marasmo de insegurança em que se atolam quando percebem que não gozam da nossa total disponibilidade e que a nossa religião – aquela em que somos Deuses – nos impede de prescindir das mais variadissimas coisas, muitas para elas indispensáveis. Futebol, trabalho, descanso, amizades e cerveja podem, em multidão de contextos, assumir importâncias vitais e as vossas intrigas de trabalho, penteados e vidinhas são assuntos de segundo plano. As prioridades oscilam mas no fundo todos estamos empenhados em alcançar paz e felicidade. A nossa passa por independência e a delas por segurança obtida através de terceiros. Parasitas! A vossa prioridade é sugarem-nos a paciência!

XY