html PUBLIC "-//W3C//DTD XHTML 1.0 Strict//EN" "http://www.w3.org/TR/xhtml1/DTD/xhtml1-strict.dtd"> O Sexto Centímetro: Abril 2004

Terça-feira, Abril 27, 2004

Medo(s): Quem tem, compra um cão! Ou mais...!


Pois é, e uma vez mais cá estamos nós para esclarecermos mais um ponto de vista extremamente interessante sobre os acefalozinhos bacôcos! Os mesmos que se julgam grandes King Kongs e que, no fundo, não passam de uns medricas de primeira!
Auto-intitulam-se os Reis da Selva e em momentos de crise são os primeiros a darem o passo de fugida a uma velocidade tal que provavelmente jamais os voltaremos a ver. E é aí que se confirma que afinal, não ultrapassaram ainda a fase dos zero aos quatro anos de idade em que ainda têm medo do escuro! Pelo contrário, a sua (des)evolução foi de tal forma complexa que (des)progrediram no sentido de aumentarem as suas colecções secretas de medos pavorosos!
Poderíamos aqui desenvolver ao pormenor variadíssimos exemplos dos seus pavores noturnos (e não só) mas, logisticamente, tal seria impossível. Deixamo-vos apenas com uma pequena amostra daquilo que os homenzinhos temem mais que tudo: relações afectivas relativamente estáveis e “normais” com seres intelectualmente evoluídos (vulgo, o sexo oposto); confrontos físicos com outros seres do mesmo planeta que eles e que, por algum erro da natureza, calharam a crescer mais que eles; sogras; casamento; responsabilidades; o seu clube de eleição poder, eventualmente, voltar a não ser campeão na corrente época desportiva; o vizinho do lado ter um carro mais potente que o dele (e quem diz carro, diz também órgão reprodutor masculino); a companheira ter sido recentemente promovida no trabalho e passar a receber um ordenado superior ao dele; etc.!
No fundo, aquilo que eles mais receiam é o assumirem que finalmente cresceram (pelo menos cronologicamente falando) e terão de aprender a aceitar a dura realidade que é sair debaixo das saias das suas mãezinhas e enfrentar o verdadeiro mundo! E vá-se lá saber porquê, naqueles cerebrozinhos do tamanho de pequenitas ervilhas, isto parece-lhes de tal forma inconcebível que ainda há quem durma de luz acesa com medo do Papão!
Não há cão que aguente!

XX

MEDOS: O que foi já não volta a ser.


Muitos são os mecanismos que encerram o poder de fazer uma mulher gritar histéricamente de pavor, saltar qual gazela para cima de uma cadeira ou ficar devidamente mumificada com um receio morbido de um inocente ratinho, com o rabinho entre as pernas e a urinar pelas ditas abaixo. Aliás, nem é preciso muito para que tal aconteça. A questão é que as cabeças pensantes não sabem lidar com o inesperado sem ser através de reacções de medo. Medo esse que é um reflexo da insegurança que reside em cada uma delas, bem como de uma profunda ausência de sentido e de milhentas duvidas que têm acerca das suas – parcas - capacidades. Estão habituadinhas a viver numa redoma, escudadas pelo viril homem que lhes faz a papinha toda para que as princesinhas não estraguem o verniz das unhas ou borrem a pintura.
São tão desequilibradas que temem até o próprio desempenho. Temem sobretudo as mudanças fisicas. Não é à toa que um homem vai ficando mais interessante e charmoso com o passar dos anos enquanto o sexo oposto se limita a definhar. Elas que tanta importância conferem às aparências acabam por se ver à mercê das mesmas. Vivem para causar boa impressão e impacto e esquecem de se lapidar com a vida.
A mulher tem receio dos seus pares. Dos julgamentos de terceiros porque no fundo sabe que é para isso que vive. O homem não! Vivemos em primeira e última instância para nós. As opiniões dos demais são válidas mas o seu valor é simbólico.
Mas o medo maior é o de ficar solteirona. De ficar para tia. O relógio biológico não lhes dá descanso por um minuto. Com o passar dos anos instala-se o desespero e as doidas das hormonas fazem pactos diabólicos com o cérebro na elaboração meticulosa de mil e uma formas de fisgar um macho pinante.
As donzelas têm medo da celulite, das rugas, do verniz que estala nas unhas, das malhas que aparecem nas meias, do rimel que borra, dos sapatos que não condizem com a mala… e esquecem que o mais importante deveria estar dentro delas. Que um sorriso sincero faz esquecer a cara lavada e que uma conversa sedutora dispensa um decote ousado.

XY

Terça-feira, Abril 13, 2004

Privacidade: Invasão!



Aquilo que deveria ser um espaço próprio e individual de cada uma de nós, para eles, não passa, pura e simplesmente de uma invasão e vilipendiação dos nossos íntimos!
Para estes pequenitos acéfalos bestas, privacidade não passa desta curta ideia limitada: usurpar-nos o nosso direito à individualidade. E como conseguem os vermesinhos alcançar este objectivo cabalmente inconcebível? Através do inverso: da invasão nua e crua da nossa intimidade!
Quem nunca experienciou a sua vida pessoal ser arrastada na lama pelas línguas viperinas destes animaizinhos? Desde a primeira queca com todos os pormenores sórdidos (fruto, exclusivamente, da sua imaginação torpe e doentia), até à forma como comemos ou simplesmente falamos! Todos os nossos passos são barbaramente alvo de chacota para que, em grupo, se façam sobressair perante os outros bovinos!
Acham-se detentores de um qualquer poder sobrenatural sempre que têm acesso a algum dos nossos mais íntimos segredos e, por fim, o culminar do êxtase que essa informação lhes proporciona é de tal forma exacerbada que sentem uma avassaladora necessidade de a bradar aos quatro ventos, o mais rapidamente possivel e de forma que o máximo de elementos do mesmo sexo que eles também fiquem informados do último grito de ridículo!
Chegam a ser, com esta atitudes, marionetes comandados por desejos incontroláveis de deturpar a nossa realidade, instintos básicos só achados naquela faixa etária correspondente à evolução dos seus cérebros: a primeira infância!
E não é que os bacôcos, quando confrontados com esta invasão clara e pungente, ainda se dão ao luxo de desmentir? Incapazes de admitirem que, em matéria de fofocas e maldizeres, são muitíssimo mais pioneiros e licenciados que nós, pensam que vão passando despercebidos procurando, desumanamente, acusar-nos do mesmo mal com clichés baratos e insípidos!

XX


Privacidade: Casa roubada, trancas na porta.


A privacidade parece ser o inimigo número um das mulheres uma vez que dedicam o seu inesgotável tempo de ócio a trentar invadir o território desconhecido. Extremosamente dadas às coisas sem peso e à falta de substância da matéria, as pequenitas amibas desenvolvem mecanismos dignos de 007, deixando vir à tona a beata que há em casa uma delas. Carentes de mesquinhices dignas de tablóides rascas, suportadas pela deprimente e desinteressante vagabundagem pessoal e sem meta, estas coisinhas desprovidas de conteúdo, buscam desenfreadamente indicios capazes de corroborar o resultado vergonhoso das suas imaginações esclerosadas. Está-lhes nos ossos. São pesudo São Tomés, com a agravante de terem que ver não para crer mas para nos poderem infernizar a vida com cobranças sem nexo. Não respeitam o nosso espaço, as vontades, os desejos ou sequer os silêncios. Tudo o que é nosso tem que ter o seu patético cunho. Não concebem que possamos ter algo só nosso, que se desvirtua quando partilhado.
A curiosidade matou o gato mas não serviu para as intimidar. E quando pensamos que não podia piorar descubrimos que de facto se trata de uma doença que se agrava com o passar dos anos. Aliás, esta doença conhece o seu ponto zénite quando a mulher acumula o seu estado biológico com o de SOGRA! Meus amigos, é a loucura. Como se não bastasse aturar os delirios das meninas com que nos vamos cruzando (seguindo os conselhos de Darwin na busca pela melhor fêmea para procriar) ainda temos que levar com as mães delas, as amigas delas, as colegas delas e com o circo todo em cima. Invadem a nossa bolha pessoal porque são parasitas sem educação que vivem através de nós. Querem controlar tudo com um surreal egoísmo infantil e esquecem a sabedoria popular que reza que quem tudo quer tudo perde!

XY

Sexta-feira, Abril 02, 2004

Vícios: O derradeiro prazer de nos enlouquecer!


Quando tudo parece finalmente entrar nos eixos com as nossas pseudo caras metade eis que nos deparamos com a derradeira realidade: não passam de umas marionetes acéfalos repletos de vícios!
E o que entendemos nós por vícios? Pois bem, enquanto os nossos são de índole estritamente necessária à sobrevivência de qualquer ser humano com um mínimo de “dois dedos de testa” (leia-se, inteligência), e portanto não poderemos classificá-los dessa forma vil, os deles não passam disso mesmo: pequeninas amostras daquilo que as suas pequeninas mentes são capazes.
Viciam-se em coisinhas tão insignificantes que, por vezes, nem dão conta. Por exemplo, o temível vício de verterem as suas águas, mudarem as águas às suas azeitonas, e, cuidadosamente, quase milimetricamente, deixarem a sua imagem de marca espalhada por todo o tampo das nossas outrora limpíssimas sanitas: pequenas grandes gotículas fruto da sua badalhoquice que lhes é tão característica em qualquer área das suas vidinhas.
O vício de saírem até às tantas, num dos inúmeros rituais grupais, em que todos os membros do bando de pequenotes invade animalescamente recintos de diversão noturna com o único intuito de consumirem substâncias altamente tóxicas (vulgo, cigarrinhos), álcool com fartura, couratos, amendoins, entre outras espécies alimentícias pouco próprias para um saudável desenvolvimento.
Outro vício trata-se do assistir a jogos de futebol via transmissão televisiva, insultando repetidamente indivíduos que, em hipótese alguma, lhes poderão responder porque, simplesmente, NÃO OS OUVEM!
Isto já para nem falar da famosa UNHACA coberta de SEBO, que insistem em enfiar copiosamente pelos ouvidinhos dentro, contribuindo, desta forma, para um aumento considerável, bem como o respectivo escurecimento, da cera já criado entre a dita potente e a cabecinha do dedo, de dimensão só equiparável aos seus cérebros.
É um sem número de atitudes perversas destes seres de outro planeta, só equiparável ao volume do espaço vazio que existe para aluguer dentro das suas cabecitas! O vício da estupidez inata já ganhou!

XX

VÍCIOS: Onde há fumo… há fogo!



Ter vícios é viver dependente de uma vontade que governa o nosso organismo. É precisar de algo que nos dá livre acesso a uma tranquilidade que no fundo é feita de desespero. Que existe suportada por uma necessidade quando o absurdo se instala na inteligência governando-a com uma lógica assustadora. As mulheres são panteões de vicios. O homem é um animal de idiossincrasias e pequenos grandes prazeres enquanto o sexo oposto é líder inquebrantável dos hábitos e rotinas (por norma de baixo teor atractivo).
O hábito mais irritante que elas têm é… ok, estou a ter uma certa dificuldade em eleger o pior de todos logo vou citar as manias das nossas querubins sem qualquer ordem particular. Assim sendo, e de regresso ao meu raciocínio, chega a ser desconcertante a inadequação do discurso às ocasiões. Que desperdício, tanta capacidade de linguagem associada a uma desarticulação mental patológica. Adiante… a incansável vontade de olhar para as montras. A disposição para experimentar mil e um trapitos que não fazem a minima tenção de comprar. Exprobar tudo e todos, nem que para isso tenham que inventar novos critérios de socialização.
Após intensificar esforços para lembrar um vício feminino de salutar a única coisa que me invade o pensamento são as saídas em manada. Que bonito é vê-las à noite, contentes da vida e convencidas que a situação é por si controlada. Melhor que isto só fazê-las perder o azimute para focarem as miras em nós.
Não aprecio gajas que fumam que nem chaminés e bebem qual esponjas e esta é sem dúvida uma das contingências mais infelizes da emancipação das mulheres. São tão desprovidas de conteúdo que até os vícios até então só assumidos pelos homens elas quiseram levar para si. Somos péssimos mas até nisso elas nos tentam, embora que mediocramente e em vão, copiar. Macaquinhas!
Vícios de salutar e a implementar são as queimas de soutiens, o esfregar panelas e o trazer cerveja à sala. Isso é que era!

XY