html PUBLIC "-//W3C//DTD XHTML 1.0 Strict//EN" "http://www.w3.org/TR/xhtml1/DTD/xhtml1-strict.dtd"> O Sexto Centímetro: Maio 2004

Sábado, Maio 08, 2004

Agressividade: instinto fatal



Como é sobejamente sabido por todas as criaturas superiores (nós, mulheres!), as forças agressivas podem alimentar os impulsos sexuais, numa fracassada procura de ajudar as bestinhas hominídeas a atingir o seu fim: papar-nos!, transformando, desta forma, esses impulsos, em actos prejudiciais e dissimulados.
Todas sabemos que a agressividade humana tem origens genéticas no tipo de comportamento observado em pequenos animais quando estes defendem o seu território, o que só confirma a teoria de que os bacôcos, no seu primário instinto agressivo, se equiparam grandemente ao comportamento agressivo do animal e em termos gerais, este comportamento é caracterizado pelo ataque de uma besta sobre outra e cujo único intuito é o de conseguirem (na maioria das vezes, em vão), saltarem-nos para a espinha sem dó nem piedade, usando-nos como uma qualquer chiclete.
Geralmente, as agressões deste tipo não envolvem emoções, já que estes seres são, genética e totalmente desprovidos de sentimentos. Um tipo de agressão animal mais significativo envolve ataques dirigidos a membros da mesma espécie, quando lutam entre eles pelo mesmo naco de carne.
As lutas bacôcas são geralmente programadas pelos seus genes. Este tipo de agressão existe porque os membros têm necessidades muito semelhantes e, em consequência, estão em competição directa por comida, território e parceiros. Esta forma é determinada, em grande parte, pelos riscos relativos e potenciais benefícios que a agressividade encontra. Alguns bacôcos, à semelhança dos elefantes marinhos machos, guerreiam até à morte pela posse de um harém fértil visto que perder a luta sem morrer equivale ao suicídio genético.
Quanto ao comportamento agressivo nos humanos, os insitadores de agressão que as bestinhas mais utilizam são os insultos pessoais, das ameaças de status e presença de armas. Tais actividades são geralmente seguidas por recompensas e, desta forma, virão provavelmente a repetir-se, impedindo, uma vez mais, a evolução positiva deste género dispensável.

XX

Agressividade: Impulso à flor da pele.



Desenganem-se os que pensam que as mulheres só emanam odores de açucena. Volta e meia as feromonas disseminam-se em partículas subtis que num instante, subito e fulminante, arrasam com qualquer ser mais distraído. E a inacreditável desordem que brota de um ataque de furia feminimo é precedida de tudo menos de valor poético. Não duvidem que até a mais recatada e jovem pétala encerra em si a capacidade para se tornar num rude gladiador romano. E não nos ficam a dever em nada quando começam a colocar nódoas em panos que juraram ser dos melhores. Não há glutão do presto que nos valha! Em matéria de insulto verbal não há quem consiga ombrear com uma gaja que abnega da razão. No entanto há nelas uma inocência desamparada que as deixa indefesas, à mercê de quase tudo e principalmente delas próprias. Entregues à cólera, é vê-las despir o manto das aparências, enquanto nos presenteiam com muitas pérolas de gíria escatológica que proferem à medida que estrilham uma enfiada de palavrões, agarradas aos cabelos alheios ou a praticar arremeço de objectos decorativos. E não há istmo que as faça permanecer em contacto com a razão. perdem a compustura e os modos à velocidade da luz, à medida que se vão enterrando nas masmorras das suas aparências onde impera a falta de chá.
Agressividade não passa por violência física e assim sendo as mulheres e os seus joguinhos verbais batem qualquer rebarbado com a quarta classe com direito a medalha de mérito e tudo. São doutoradas honoris causa em matéria de agressividade, especialmente entre elas. Motivadas por invejas e intrigas chegam mesmo a ser falsas e mesquinhas não olhando a meios para abater os inimigos que erguem segundo parametros que muitas vezes nem elas reconhecem. Enquanto o homem é agressivo como mecanismo de auto-defesa a mulher é-o por modos vivendi.
A sua agressividade é estranha e obstinada. Impossivel de prever. pois não obedece a nenhum dispositivo racional, tendo origem na sua própria pequenez. Estrebucham por omissão ou presença. Porque sim e porque não. Como desconhecem meios termos e reagem numa base de letárgia versus exagero é comum depararmo-nos com uma mulher agressiva, especialmente se lhe passar-mos à frente na Zara. Por via das dúvidas façam-lhes as vontades, senão ainda acabam envolvidos numa estridente peixeirada, porque como é do domínio comum elas adoram ter audiência para os seus ataques de insanidade.

XY