html PUBLIC "-//W3C//DTD XHTML 1.0 Strict//EN" "http://www.w3.org/TR/xhtml1/DTD/xhtml1-strict.dtd"> O Sexto Centímetro: Agosto 2005

Quarta-feira, Agosto 17, 2005

CAMPEÕES: Ergam lá a taça...



Todos eles - os homens - se acham os maiores. É verdade, há quem tenha dificuldade em ajustar-se à realidade dos factos, no fundo não passam de espíritos débeis e confusos que usam as palavras e acções, às vezes fragilmente, para justificar a sua omnipresente inabilidade. Julgam-se superiores a tudo e a todos e, posto isto, só nos resta a nós, mulheres, rir da sua estulta presunção.
Afinal, campeões de quê?!!! Permitam-me que manifeste a minha estupefacção mas, efectivamente, não me ocorre nada em que os homens sejam melhores que nós. Mesmo assim, ei-los com as suas escopetas horrososas a disparar em todas as direcções, normalmente bem longe do alvo. Há um aspecto que não abjuro, há entre nós – ditosamente – diferenças fisiológicas evidentes. Por mais que tentemos não seremos tão velozes, fortes e patetas quanto eles. E nem necessitamos de o ser, basta controlar os fantoches. Puxar os cordelinhos às marionetas para que corram e façam os trabalhinhos pesados por nós.
Campeões só se for na indecência, obscenidade e inconveniência. Ergam lá a taça! Os pobres animais, desconhecedores da existência do gás canalizado, continuam convencidos que não conseguimos viver sem eles e insistem em ser falsos, mentirosos e traidores, com uma lacinante potência ciclónica. Mentem até nas coisas mais insignificantes, porque lhes está no código genético e não há caudal profundo para onde não se precipite a sua repugnante promiscuidade. É um fenómeno deveras interessante. Todos se dizem diferentes enquanto nos logram e se demonstram mais iguais que o seus pares. É um braço de ferro constante entre uma vontade que resulta de um simples desejo e uma outra resultado de uma decisão longamente amadurecida. Obviamente - e sendo que os seus cérebros são em tudo semelhantes a um amendoim - vence a primeira. Consequências nas cabecitas deles não há, pois “cornos" são coisas que não existem, coisas que nos metem na cabeça para os denegrir, numa atitude deploravelmente revanchista.
O ideal era deixarem de tentar ganhar tudo e a todos e começarem a coordenar, canalizar e intensificar os seus esforços para projectos em comum. Há coisas em que não é suposto haverem vencedores e perdedores. A Vida, A Humanidade, o Amor, é um projecto de equipa.

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