CINISMO: O lagardo debaixo da pedra.
O cínismo é só mais uma de tantas outras lamentáveis peculiaridades do seguro e frontal sexo masculino, no decorrer da sua pseudo-vida em germe ou em declínio. Como se manifesta? Não que tenhamos que puxar alguma alavanca para aceder a esse mundo mágico do faz-de-conta e das palmadinhas nas costas, mas por norma ele – o cinismo – vem à tona quando surge um imprevisto para o qual, por mais malabarismos que façam, não conseguem decifrar ou resolver, levando isso a que os seus pequeníssimos e inactivos cérebros queimem e se transformem em torresmos. Em última análise a verdade acaba por transparecer ao fim de algum tempo uma vez que uma das suas inúmeras falhas é a falta de constância, valores, determinação e inaptidão para representar.
Devido a grotescas limitações intelectuais, equivocadas por julgarem a sua conduta irrepreensível, as criaturas seguem caminho, cagando setenças alegremente e a trote, em campo minado. Hoje dóceis, meigos, rendidos e amanhã, quando julgam – gostava de realçar o julgarem porque apesar de pensarem muito acertam pouco – ter a faca e queijo na mão revelam-se.
O mundo onde se movem assemelha-se a uma bola vivente e viscosa, dando o mote à actividade destrutiva destas bactérias, que ainda não encontraram fronteiras. Conhecessem eles nobreza de espirito e decência e há muito teriam deixado de pensar ao compasso do metrónomo da estupidez. Para eles tudo na vida é um negócio e os escrupulos atrasam a ascenção na carreira.
A mulher é, sempre foi e será, muito mais fiável que um homem. Criticam e fazem pouco de nós por agirmos em conformidade com o nosso coração mas a verdade é que os nossos pensamentos e atitudes não têm que coincidir com os de um babuíno. Quando nos negamos a encarneirar ou levantamos questões apelidam-nos de cinicas. Talvez aquilo a que chamam cinismo se resuma à sua própria incapacidade empática.
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